Frase de Carlos de Castro
AS MÃOS Elas pegam E despegam, Apertam E desapertam Emoções. Matam paixões, Fazem reviver Quem está a morrer De mortes ou sensações. Benzem E banzem Orações, Bruxarias, Arrenegam heresias, Aliviam comichões. De muito as glorificar, Acabei por me lembrar Que há tantos anos De desenganos, Não beijo as mãos De minha mãe. Pobre de quem a não tem. Valho-me dum retrato dela E mato a sede da saudade, Beijo-lhe as mãos de papel E até me parece que ela De verdade, Me afaga o rosto, Com tanto gosto, E aquela doçura do mel. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-10-2023)
No pensador.ai desde