Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
REMANSO 🌹 Tenho receio de não ser eu Fecho os olhos no escuro Mergulho nas geladas águas Das palavras no limo da dor Angústias soltas no meu corpo Colho no remanso as palavras Desordenadas das águas frias Que me afoga no excesso delas Intensidade acorrentada de pasmo Dores na memória tantas vezes Água canalizada, lembranças de mim Quem sou eu? uma sombra esquecida De mim mesma, afogada de dor Na escuridão desta podridão da sociedade Consumista, corrupta, quem sou eu? Cada vez mais sozinha com medo da vida Com medo de viver à beira do poço cheio De água funda profunda, gelada, fria Olho-me ao espelho e não sei, quem sou eu Vejo os meus olhos que não são os meus Secos, vazios, como se visse a minha alma a arder Nas trevas a pedir socorro e ajuda, quem sou eu ? Não sei, talvez alguém na solidão de um amor Tenho que aceitar ser quem sou hoje e amanhã
No pensador.ai desde