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Frase de Ricardo Melo .

⁠Aos caminhoneiros de todo mundo. Vida de sonhos Preste atenção companheiros, Eu era um rapaz faceiro, Fui lavrador e boiadeiro, E o berrante, Era o amigo companheiro, O passa tempo naquela fazenda, Era treinando com arado e com grade niveladora, Dirigia tratores, Valmets e CBTs, Direção hidráulica, E robustos no cabo de aço, No recreio caipira, Tinha obrigação de limpar o cafezal, A pedido do papai, Cabra batuta, E dele nunca levei uma surra, Como qualquer ser humano, Eu sonhava ir para estrada, Dirigir nem que fosse, Um mercedinho 3/4 , Com ouro quilate no juízo, Nada para mim era maldade, Ave voadora, Pelas rodovias do Brasil, Logo de cara, Peguei um 1513 turbinado, Caixa de marchas sincronizada, E acelerei em busca dos meus sonhos, Fui ao Ceasa, De uma grande capital, Se bem me lembro, Era na grande São Paulo, 22 toneladas de verduras, Levava por debaixo do encerado, Carga bem amarrada, E peguei a Via Bandeirantes, Dali eu prossegui, Triângulo mineiro, Goiás e Tocantins, Tranzamazônica, Marabá ,Altamira e Itaituba era meu destino, Gaveta de cozinha, Improvisava na panela companheira, Uma farofa de ovo com sardinha, Era tudo rápido, Não podia perder tempo, Pois a carga para entregar, Tinha prazo e tinha horário, Menino novo, Cheio de saúde, Esbanjava muita coragem, Pelo tempo me dado, Ficou o Poema com o berrante da estrada, Um certo dia, A convite do meu primo, Vim para Manaus, A capital do eletrônico, Decada dos anos 90, Só ficava quem aguenta, Fui assombrado pelo destino, E dele eu não corri, Fui locutor ambulante, Rimava pelas ruas, Fazendo propaganda, Era de fio a pavio, E a noite ia na praia ponta negra, Só para mergulhar naquele rio, Toquei viola mágica, Na improvisada cabana, Me veio outras oportunidades, E não dispensei nem uma, 1614 amarelo bicudão, Reduzido era o seu diferencial, Scania, Iveco ,Volvo e Mercedes, E dos antigos, Trabalhei com Fiatão, Seu relogio era marcado no saião, 9.39, Era a sua relação, Tinkem para os chegados, E Tinkão para os novatos, Mas a luta é essa, Ls caçambão, Scania atrevida como rojão, Levava areia para usina, Asfalto enfornado, Para o município e o estado, No ramal eu era afoito, Chinela no acelerador, Amava ouvir entre os barrancos, O zunido do motor, Cada carga, uma história, Cada ida e cada volta, Está aqui, Bem guardado, No âmago de minha memória....

Ricardo Melo .

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Pensador.com

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Outras frases de Ricardo Melo .

⁠ Elencos No talento de uma escrita...
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⁠ Elencos No talento de uma escrita... A Vida não é uma mera melodia que foi improvisada e cantada no passado... Nesse cenário ilustrado e ilusório... Acredita-se que... Somos elencos de uma novela onde textos nunca foram escritos por mãos humanas... Aí eu me pergunto... Devemos pausar ou continuar...? Na novela da vida... Somos os principais... Somos a arquitetura de futuras cenas maravilhosas ou doloridas... Por isso... Nesse teatro tem... Brasileiros e estrangeiros... Todos os tipos de raças e cores... Somos atores... Ah... E o pior de tudo... "Não sabemos..." Na tábua da vida... Alguém escreveu algo... Então... Filmamos momentos sem saber que um dia iremos ao ar... Na ocasião.... Um beijo ou um abraço podem ser dados á qualquer momento.... Além dos imaginários olhos de poeta que tenho... Jovens talentos exibem seus costumes ,risos e tristezas.... Mas... Os veteranos da vida.... Não são principiantes nesse mercado de novelas vivas e reais... Prósperos são os elencos que não se submetem a essas escritas.... Sendo assim... A dor vem... As lágrimas vem... O palco desaba.... E as cortinas se fecham... Mas a experiência emerge de uma lado a outro nesse cenário... Os plausos não dados foram esquecidos pela platéia... E não são eles que farão a diferença.... Porém... Como autor e ator desse tema... Espero eu... Não ter nenhuma decepção... E como poeta voador nesse cinema... Me veio algo agora na memória... Um certo dia... Por trás das coxias da vida... Velhos temas foram esquecidos... Inclusive... Um deles chamou demais a minha atenção... Falar...? Ou não falar...? É preciso mesmo falar...? Ou apenas observar....? Respirando e respeitando a opinião alheia.... No meu ver... Devemos observar para não errar... Ou até perguntar dez vezes se for preciso... Para não contracenar com atores que , dizem serem coadjuvantes que nem sabem se quer.. O que falar... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa.

⁠ Vai saudade, Vai... Vai saudade, vai...
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⁠ Vai saudade, Vai... Vai saudade, vai... Vai dizer nessas linhas o que eu jamais saberia dizer. Vai saudade, vai... Vai pela sombra,Vai pelo sol, Vai pelas trilhos ,Vai pelas nuvens,Vai... Vai dizer o motivo desta poesia chorar a toa sem saber o porque. Vai saudade, vai... Vai matar a saudade de quem longe está. Escritas minhas, Acompanhem esta saudade antes que pelo caminho ela se perca. Leve também, Um beijo e um abraço meu. Leve também esses versos Pois, eu, Jamais saberei expressar em palavras, a dor da saudade sentida ou a dor da saudade vivida. Vai saudade, Vai..... Autor:Ricardo Melo O Poeta que Voa

⁠Agradecendo o Passado Olá passado meu... Bom dia!
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⁠Agradecendo o Passado Olá passado meu... Bom dia! Analisando tudo que vivi. Te vejo como meu Docente. Por tua causa , Aprendi não ser tão demente. Muitas vezes fui doente, E deixei de ser beneficente. Tudo também porque eu era inocente. A luz que tinha em mim, Eu não sabia que era encandescente. O tempo passou, Aqui estou mais experiente. Nada disso eu seria hoje, Se não tivesse sido um adolescente imprudente. Por ser o que sou, Aqui estou eu te agradecendo por tudo nesse presente, E agora, Estou tentando ser o mais possível prudente. Todo dia eu agradeço a ti. Por me dar o privilégio de ser, O meu próprio Unidocente....... Autor : Ricardo Melo. O Poeta que Voa.

⁠Estado de Arte Arte de viver, Arte de voar,
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⁠Estado de Arte Arte de viver, Arte de voar, Arte de sentir e ouvir, Arte de poder ter, Arte de falar o que pensa, Arte de ouvir e guardar, Arte de gravar e nunca esquecer, Arte de plantar e colher, Arte de desenhar o que sonhou, Arte de desenhar sem saber no que vai dar, Arte de dormir e acordar, Arte de comprar e usar, Arte de temperar o que vai comer, Arte de não saber de onde vem, Arte de agradecer tudo que tem, Arte de ir à escola para aprender, Arte de lecionar o que aprendeu. Algumas artes se foram, Outras ainda teremos, As que ainda existem, Devemos delas cuidar, O malabarismo do circo, O dom de ajudar sem ver a quem, O dom de fazer o que convém, O dom de chorar porque ainda nada tem, O dom de se arrepender enquanto é cedo, O dom de fazer arte, Amar e perdoar antes que seja tarde, Arte de escrever dentro do dom que cada um tem..... Tudo na vida é uma arte, Nada é aqui sem ela, Delas todos fazemos parte, Nem que seja um pontinho qualquer, Somos humanos, Modesta parte, Ela foi inspirada sim, Dentro do meu estado de arte.... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa