Frase de Luly Diniz
Não penso, eu vejo, eu sinto... Sinto teu riso quente no pescoço, a me fazer sorrir como a ouvir piada, de um carnaval de colombinas, chorosas e apaixonadas por pierrôs de mentes insensatas Sinto... Choro; desencantada, de rosto lavado nunca maquiado, com gosto de sal na boca desdentada, no frio da noite do coração deserto. Esfrego o rosto melecado do beijo abusado cheirando a farinha com mel; mel azedo! A chamar em vez de abelhas zangões para infernizar os infelizes anões... Sinto tua barba babada, teu cheio de velho tuas mãos enrugadas a querer meu corpo felino cheio de curvas; malhado. Sinto teu suor pegajoso me livro num sopapo. Sinto o chão do meio dia no meio fio que se senta a pedir numa palidez cadavérica o pão que sana a fome. Sinto a raiva queimar no reverso do vento que venta a engolir o velho tempo que faz seres sem nome. Sinto e vejo o presidente coçar o saco comer peru em vez de cuscuz ou rabanada enquanto o povo é deixado as baratas aos cacos sem saber onde fica Berlin ou Canadá. Penso que não dizer nada é covardia... Ser palhaça num picadeiro podre no meio da praça. Vejo que aquela cabeça raspada não cursa faculdade vai pra cadeia pagar por ter caído em desgraça. Penso que a areia ensolarada é para bronzear o rico. O povão se deleita na lagoa Rodrigo de feitas a rir um dos outros feito bestas. O rico embaixo da tenda com cigarro nas piteiras o pobre no quadriculado ri triste das suas besteiras. Luly Diniz. 06/09/16.
No pensador.ai desde