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Frase de Ivo Terra Mattos

⁠A camisa Xadrez Foi num filme que a vi. Era a camisa dos meus sonhos. Xadrez, de gola com botão, para usar por fora da calça. Fui na Casas Pernambucanas, achei um tecido bem parecido; xadrezinho vermelho com preto. Procurei um alfaiate que pudesse entender o que eu queria. Achei um. A alfaiataria dele ficava quase em frente ao armazém do Igawa. Valor acertado: mãos à obra. Uns quinze dias de espera. Muito serviço havia na frente a ser feito, me disse o alfaiate. Num belo sábado, eis que vejo a minha camisa pronta. Não ficou igual; ficou melhor do que a original. À noite, lá fui eu, todo garboso para o cinema com minha camisa, que nem lavar eu deixei. Falei para minha mãe que eu queria que a camisa ficasse com aquele cheiro de nova. Ela só passou. Depois do cinema, brincadeira dançante no Fênix, e aquela felicidade estampada no rosto misturada com a mescla de patchouli com lancaster. A gente era quase dono do mundo. Ivo

Ivo Terra Mattos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Ivo Terra Mattos

Um conto de outras primaveras passadas. Como era.... As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O preten…
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Um conto de outras primaveras passadas. Como era.... As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça, só podia namorar "escondido." A moça que namorava "escondido", para ir ao cinema, tinha que sempre estar acompanhada com alguma amiga, ou com os pais, mas nunca sozinha.. O mancebo atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a moça. Vez ou outra,depois de estar sentado e curtindo a namorada, acontecia algum problema com o filme e as luzes se acendiam, era hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema com a fita, apagavam se as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o mancebo. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Fim do idílio. Ivo

Sou dessa terra distante . Sou viajante errante. Não tenho raizes; germino pelo vento e
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Sou dessa terra distante . Sou viajante errante. Não tenho raizes; germino pelo vento e cresço pelo sol. Do tudo que sei, aprendi e ensinei Sou de idas e de muitas voltas, quantas forem necessárias As marcas das lutas travadas, silencio no meu coração. Morro e renasço nas minhas saudades, tantas vezes for preciso. Tudo que me sobrou, levo dentro da alma. Ivo