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Frase de Mateus Guimarães Alves

SERÁ? Será que o mioma se traduz em mim? Será que meu saber remete ao aliciamento de postura? O que será que será? Será e não é, é e não foi, foi e não será nada do que almeja ser. É e não se detém no presente. Foi e não se encontra no passado. Será e não se visualiza no futuro. Só tem consciência de pertencer, exclusivamente, ao seu livre-arbítrio, equivocado ou não. É senhor de todas as suas mazelas. Responde exclusivamente ao seu querer. Mesmo assim, é mais tentado que todas as pessoas conhecidas, também é menos cobrado do que todos conhecidos e, por fim, tem mais agrados que todos que consigo se comunicam. Sua renúncia é mais comprada que muitas abnegações conhecidas. O será se converte em ser. O ser se conforma em atender. Atende aos desejos próximos com o intuito de responder aos agrados, e confortos, de quem se sente melhor trocando informação contigo. Não que se tenha informação privilegiada, apenas por possuir conhecimento sobre os vários estados de consciência. Estudar e querer entender os inúmeros estados de pensar o mundo. Por mais que nunca se entenda o raciocínio vigente, aquele que se dispõe a estudar o pensamento geral da humanidade contemporânea, sofre os efeitos desestabilizadores remetentes ao vínculo material de existência. Um desabafo mal fundamentado, por falta de parâmetros reais, conduz o ser diferente ao renunciar vago das ações. É a desculpa precária por seu viver autômato recheado de iniquidade e fundamentado na omissão pacífica de agir sobre o próximo. É corrompido pela facilidade extrema de se obter o alienador de mente. É alienado por todos os lados de seu existir, envaidece sua conduta com elogios em seu existir solidário, embriagam sua postura com exigências de sua presença, compram sua companhia com o fim de se denominar sábio e inteligente. O status financeiro não satisfaz as suas necessidades intelectuais, por mais grana que possua, almeja possuir o conhecimento social que só se adquire com o gosto pela cultura. Não quer o ofício de buscar a cultura, prefere comprar o conhecimento cultural oferecido por aquele que o adquire involuntariamente, e que se diz valioso ao saber comum do senso comum. Como aprendizado para o ser que se vende, e considera-se importante para pesquisar a vida, fica a lição do tão suscetível se tornou. Virou um joguete na mão de quem o acompanha, e o nutre, em suas reflexões exclusivas. Criou-se uma dependência da vaidade, alimentada pelo prestígio sem compromisso de quem convive com o possuidor da cultura, preenchendo o vazio de nada possuir no material com a ilusão de ser útil ao leigo afortunado. Um iludir de valor que corrompe o agir de quem pode muito oferecer ao outro. Desejos fomentados no domínio do pensar, tornando-o prepotente orador que a si deseja exaltar. O que será que salva? O ser em tamanha corrupção. Será sua palavra? Ou sua erudição? Será sua postura? Ou será sua educação? Será salvo por sua ingenuidade? Ou sua boa intenção? Será que se impõe? Ou será que se corrompe? O que será que faça, sempre terá uma calma, de ser o único que é, sem nunca mal a ninguém querer, de ser o único que é, sem nunca parar de descrever. Será que está salvo por tanto escrever? Só o tempo irá dizer. ⁠

Mateus Guimarães Alves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Escrever é mais cômodo do que rabiscar. Fato. Racional ou Empírico?? "Farinha do mesmo saco." Extrovertido ou Introvertido? "Lados da mesma moeda ". Casto ou Santo? . "Antes só do que mal acompanhado ". Sol ou Lua? "Cada qual na sua". Consciente ou Inconsciente??? Ente querido, prolongamento dos úmbigos. Dificuldade em defender o meu sangue azul: Édipo rei sangue que herdei. Intui sua linhagem, sou seu defensor. Defensor ferrenho do reino Inconsciente! Sou defensor ferrenho do reino do Inconsciente. Quer eu quer não. Édipo com ou sem razão.

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Ser artista. O que é ser um artista? A própria palavra arte não comporta uma definição única. Há milhares de conceitos e utilizações para o substantivo arte. Agora imagine definir um artista. Fisicamente, ou seja, biologicamente o ser artista possui deformações psíquicas e até mesmo genéticas. Do ponto de vista da neurolinguística presume-se o predomínio do agir, e do pensar comandado pelo hemisfério direito do cérebro. Sua forma de atuar na vida é diametralmente oposta ao viver comandado pelo lado esquerdo cerebral. Daí a dificuldade em ingressar no mundo racional, construído sob o domínio linear e sequencial dos povos ocidentais. O artista não se resume em construir objetos, não possui a função de embelezar ou representar a sociedade. Também não se encerra num questionador panfletário e rebelde do mundo contemporâneo. O artista é o ser que cria modelos imaginários em sua mente inquieta. De tanto buscar as formas alternativas para construir o seu universo particular diverge o seu observar do mundo ao máximo. Perde-se no caos do infinito. Um infinito impossível de codificar ou mensurar. Ao contrário do convergente observar das pessoas normais, um observar fechado no objeto único e isolado, o artista captura o todo infinito em sua forma indefinível e abstrata. A natureza de pensar e existir do artista é congênita. Este ser encontra-se em vários ramos da atividade humana. Não é necessário o famoso dom artístico, tampouco habilidade manual, para ser um artista. O artista é um estado de pensamento constituído de vários estados de consciência diferentes. Sempre observando sua localização, interior e exterior, no mundo em que vive, o artista paga caro a sua dívida. Dura sentença, que se adquire na involuntária maneira de pensar, agir e se comportar diferentemente do resto dos habitantes do globo. O seu pensamento único o introduz no turbilhão de diferenças e o coloca no estado de agitação, interna e externa, condensando a impossibilidade de realizar seus modelos únicos e jogando-o nos omissos modelos comuns. Cai na real. Conformando-se com sua frágil situação, desiste de transformar sua postura e aceita os desvios de conduta impostos pela massa comum. ⁠