Frase de EdsonRicardoPaiva
Era uma vez, um dia que amanheceu Simples, puro e singelo E que nos trouxe uma poesia Um poema que versava sobre o dia que nasceu Onde o sol brilhou pra mim e pra vocês Como uma folha em branco Um tecido de linho Um pássaro num ovo em casca Uma garrafa ainda cheia de vinho Uma lasca de madeira que queimava Pra acender a fogueira do longo da vida E que logo se espalhava Pelo dia, pela vida toda; inteira Era uma vez uma manhã Que não era como outra qualquer Era a primeira Tão pura, a ponto de desconhecer Que de fato nem sempre a primeira Chega a ser a mais importante Apesar da primazia Com o tempo ele tornou-se Apenas um outro qualquer Só mais um dia Os sinais do mundo Espalhados pelo caminho Assim como o branco do linho, de vinho entornado Um pássaro que alçava voo E o galgou pra distante do ninho O poder sutil do tempo Uma tarde se setembro A flor que se abriu O olhar que se foi Existe uma parte na vida Que se chama nunca mais Tempestade em tempestade fez o rio O leito, a corredeira Que correu do seu jeito a vida inteira E que um dia secava Porque nada é pra sempre Além do nascer dos dias No seu ciclo eternamente interminável Onde a ausência de regras Era a única que se seguia Amanhece pra que pássaros acordem Que se entreguem a formidáveis canções Em poemas que versassem Sobre cada dia que corresse E que fossem ímpares aos pares À espera de nada, nem de olhares. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde