Frase de Alvaro Giesta
No ar, o medo e o silêncio sepulcral a invadir os primeiros raios da manhã Corações sobressaltados em prece e oração… muitos sem saberem sequer rezar No trilho traiçoeiro espreitava a morte a cada passo que se desse em falso na picada Sem perder de vista o combatente à nossa frente perscrutávamos, no lusco fusco do alvorecer, as sombras que se dissipavam por entre as silhuetas das bissapas Nas mãos doridas, por matar, o peso da G3 engatilhada dos soldados De repente o grito e a dor pelo estrondo e pela morte trazida no estilhado e no sopro da granada As lágrimas morriam afogadas pela raiva e ódio surdo nos corpos amputados In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
No pensador.ai desde