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Frase de Bárbara Campos

Perdeu, do verbo perder. O perder sem ter volta, sem uma segunda chance, nem ao menos sequer uma despedida, um adeus. Aquele perder das mãos, sem sentir, sem poder tocar. Aquele caminho todo traçado se apagou, morreu com você. A estrada que ia ser percorrida acabou antes do que todos nós imaginávamos. E sabe o que é pior? Eu imaginava, no fundo eu sentia, era um aviso. Não sei de fato a hora e o momento, mas sinto o agora, o meu sofrer por Pablo… Ele estava a se sentir sem chão, ninguém merecia tal dor. E agora é necessário falar no plural, não só por ele, mas por Carolina… Não quero que ambos se sintam incapazes de nada, vocês são capazes de tudo. E se foi assim, tinha que ser. Esse sofrimento nunca vai morrer, mas um dia vai virar musica, e todos vão cantar conosco aquela melodia sem essa vontade louca de morrer, de largar tudo por ela. Nada vai vira pó, principalmente o sentimento. Existem pessoas que não merecem a vida, são almas boas demais para este mundo mau. Eu só estou tentando jogar meus sentimentos nas palavras, e os seus também. Se você tinha um chão, tenho certeza que ele caiu. Mas ora… Quantas vezes você já foi derrubado pela vida? Dessa vez a vida morreu, mas nunca dentro de você. Pablo e Carolina são nomes fictícios. (homenagem ao meu professor Márcio, que infelizmente a sua mulher perdeu o bebê)

Bárbara Campos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Estúpido isso. Vocês querem tudo para sempre. Entendam, por favor: tudo será feito de saudade. O eterno tantas e tantas vezes é conhecido em uma noite, em uma tarde no parque, em uma madrugada com luzes, muitas luzes.
O sol já estava queimando sua pele clara por volta das três e quarenta. Pensamentos na sua cabeça na mesma velocidade em que disparavam os carros na pressa de chegar em algum lugar. Sem observar ao menos, que o céu estava completamente azul. Para a maioria, - isso seria de mais i…
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O sol já estava queimando sua pele clara por volta das três e quarenta. Pensamentos na sua cabeça na mesma velocidade em que disparavam os carros na pressa de chegar em algum lugar. Sem observar ao menos, que o céu estava completamente azul. Para a maioria, - isso seria de mais igual, poucos notara que dias antes só se via chuva e com ela, como tantas vezes, sendo acompanhada pela tristeza. Parecia um dia tão mais bonito, e talvez fosse mesmo. Pelo menos dentro dela. Seu coração estava pulsando diferente, com mais amor pela vida. Ana voltando de um dia cheio, olhava para cima e sentia seu sorriso colando no céu das (poucas) estrelas que apareciam com o entardecer. O ritmo da suas pernas ia de acordo com as musicas que saiam de dentro de sua cabeça, que lembravam bons momentos, saudade e saudade. E cada local detalhadamente visto, aparecia em automático recordações que fazia aqueles olhos sempre secos chorarem. Às vezes só por dentro. Agoniada com a confusão que as pessoas ditavam, ela decidiu apressar seu passo e deixar de lado um pouco a vista que estava observando. Chegando em casa conturbada, olhou para a janela e ao sentir o cheiro e o barulho da poluição, fechou os olhos. Ao abrir, Ana que sempre tinha mania de desvendar quais que eram os desenhos das nuvens, avistou um coração… e no mar, a lua cheia brilhava um prateado parecendo um ritmo que, naquele dia, não-saia-da-sua-cabeça. E assim, aos poucos, ela sabia que a vida e a beleza das pequenas coisas estão sim à vista, poucos podem enxergar, mas existe. E cada vez mais Ana entrava em seu mundo particular e trazia dele toda a sua paz para o lado de fora, mesmo que a retribuição desse mundo que pede pressa fosse jogando tudo isso fora.