Frase de Larissa Bittencourt
Manhã de outono A chuva que cai suavemente molhando as almas que carecem de purificação lentamente buscam as almas perdidas para inundar seu coração Nessa doce e suave manhã de outono Umedecem as árvores antes tão mortas Agora tão verdes e firmes Se regozijam de alegria As folhas velhas se perdem no chão e buscam seu próprio caminho Enquanto as novas vão brotando gradativamente no intenso, leve e sutil desencadear dos anos Pouco a pouco Anjos cantam um cântico bucólico no coração da floresta secretamente envolvendo com ternura o cativante ar desse momento Ao passo que durante tudo isso, Observo melancolicamente pela janela do quarto a solidão que atinge os nossos seres paulatinamente sem roubar a paz que um momento como esse traz aos nossos íntimos Resguardando e guardando a saudade do que ficou O ar frio e clima seco que percorre todo o ambiente vai invadindo esse espaço vazio nas ruas que ninguém preenche, mas todos passam por ele, silenciosamente Sem dizer nada Como se não existisse Mas ele sempre esteve ali E a beleza do céu nublado, o canto dos pássaros é o que enfeita e ressalta ainda mais a beleza dos dias tristes Que sofrem por eles mesmos serem assim Mas que fazem parte e às vezes tomam toda a tarde, a sala de estar que habitam Sem fazer alarde Melancolia também é vida Melancolia também é arte
No pensador.ai desde