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Frase de Maria Lucia Silva Oliveira

Os Galhos Da estrada(crônicas) Os cabelinhos caidos sobre os ombros,olhinhos tão brilhantes,olhava a estrada,que tão triste e deserta se perdia na distância . Lentamente se levantou e em passinhos miúdos começou a andar nas mãos trazia ,uma boneca que se arrastava ao chão,a sandalhinha ao meio do pé,o sol faiscava calor pelo ar. As pedras de tão quentes pareciam se mover, os ramos queimados pela poeira, que vento trazia .Quase no escurecer percebeu que aquela estrada não tinha fim,pois se destinava em váris direções,e se perdeu. Pensou em voltar.Porém que estrada daria a sua casa? A noite estava caindo, a fome já arrancava-lhe o estomago ,nimguem haveria se preocupar com sua ausencia;há muito tua mãe partira,deixando apenas teus avós,que de velhinhos nada quase se lembravam,teu pai nunca conhecera. O tempo trazia os dias;os meses,e assim completava-se anos,crescia pelos matos.Consegui sobreviver,alimentando-se de qualquer coisa que lhe tampasse a fome. Agora os cabelos já cobriam-lhes os quadris,trapos envelhecidos cobriam suas partes mais intimas,mais parecia: filha da selva,Uma princesa perdida de inocência,e do mundo lá fora.

Maria Lucia Silva Oliveira

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Pensador.com

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Adeus Rubro Negra Não choras,creio que tudo esta bem Sei que morres de amores
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Adeus Rubro Negra Não choras,creio que tudo esta bem Sei que morres de amores Pois era um pedaço do teu ser Que se apagava antes da festa Rubro-negra Dói na alma eu sei,o céu nevoento Brincava sorrindo Querendo ver a galera gritar Amava-o como sua propria vida Daria a sua vida a chamas Daria seu ser as alturas Não choras, Levou-o pelas mãos seu destino A alegria que só agora vivia Levando-o ao Maracanã Ver a bola rolar Não parta assim uma vida Não leve assim uma vida por sua vitoria Que vitória? Não a vi Só sei que custou minha felicidade minha vida Afastou-me do Rubro-Negro Adeus Rubro-Negro.

Distancia do tempo Distancia do campo(1° parte) Do campo o correr dos pés descalços As flores balançavam-se ao vento
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Distancia do tempo Distancia do campo(1° parte) Do campo o correr dos pés descalços As flores balançavam-se ao vento Eram lindas as manhas de primavera verão Os gritos no entardecer Na mesa o jantar Ao fundo do quintal Cristalinas águas Que desciam das montanhas O verde se espalhava no deserto Olhos nem alcançavam A distancia que a natureza trazia de beleza O galo cantava na madrugada Despertando o sono Num instante vozes sertanejas Se espandiam jogando da cama A alegria do amanhecer Os orvalhos caidos sobre os ramos Brilhavam-se ao nascer do sol A enchada preparada Para mais um dia de rotina A terra fertil esperava a semente A vida crescia Floria Secava-se E novamente se renascia.

A Sua Vida Não é Tão Diferente das Outras Dias quando amanhece você sorri e canta por uma razão qualquer
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A Sua Vida Não é Tão Diferente das Outras Dias quando amanhece você sorri e canta por uma razão qualquer Mas nada comenta Dias quando o sol se esconde Você lava sua alma em prantos Dias você fala o que sente Se esconde se mais nada a dizer Dias você jura vingança Mas nada tem sentido ao teu ser Dias você reclama sua vida Tenta presumir o passado Obstinando seus sentimentos Persistindo sua vida.

ADEUS Espaço vazio Antes tudo agora nada
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ADEUS Espaço vazio Antes tudo agora nada Arrastaram ele para o mundo desconhecido Se o tempo passou Um paraiso de encanto ficou A rolar emitindo o nada Triste ficaram as flores Os rios parecem morrer Saudades parecem ficar Risos perdidos no ar Esvaiu-se a alegria Calado,paraiso ficou a chorar Hoje a nós parte de amores Hoje a nós fazem lembrar .