Frase de Filósofo Jalison santos
A Presciência de Deus e a Responsabilidade Humana Uma Defesa Contra a Predestinação Incondicional Pelo Teólogo Jalison Santos Introdução Entre os maiores debates da teologia cristã está a discussão sobre a salvação do homem. De um lado, o calvinismo sustenta que Deus, por Sua vontade soberana, escolheu alguns para a salvação e deixou outros destinados à condenação eterna. Do outro lado, o arminianismo defende que Deus oferece graça a todos os homens e que a salvação é recebida mediante a fé. Ao analisar as Escrituras, defendo que Deus não predestinou indivíduos para o inferno nem escolheu arbitrariamente quem seria salvo. Antes, Deus, em Sua onisciência eterna, conhece antecipadamente aqueles que responderão à Sua graça por meio da fé. A presciência divina não causa os acontecimentos; ela apenas revela o perfeito conhecimento de Deus sobre todas as coisas. --- I — A Presciência Divina Não É Determinismo Os defensores da eleição incondicional utilizam frequentemente: \text{Romanos 8:29: Porque os que dantes conheceu, também os predestinou...} O termo grego utilizado para “conheceu” é: > προγινώσκω (proginosko) Que significa: conhecer de antemão; saber previamente; possuir conhecimento antecipado. O texto não afirma que Deus obrigou alguém à salvação. O versículo apenas declara que Deus conhecia antecipadamente aqueles que estariam em Cristo. A predestinação mencionada por Paulo não trata da escolha arbitrária de indivíduos para céu ou inferno, mas do propósito eterno de Deus para aqueles que creriam. Assim, a presciência pertence aos atributos naturais da onisciência divina. Deus sabe todas as coisas sem necessariamente causá-las. --- II — Deus Não Predestinou Homens Para a Condenação Se Deus tivesse criado homens exclusivamente para serem condenados eternamente, isso levantaria sérios problemas quanto à justiça e ao amor divino revelados nas Escrituras. A Bíblia afirma claramente: Deus deseja que todos se salvem; Cristo morreu pelo mundo; o evangelho é oferecido universalmente. Paulo declara: > Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Pedro também escreve: > Deus não quer que ninguém pereça, mas que todos venham ao arrependimento. Portanto, a condenação não ocorre por um decreto eterno irresistível, mas pela rejeição consciente da graça oferecida por Deus. --- III — João 3:16 e o Alcance Universal da Graça Um dos maiores testemunhos contra a limitação absoluta da graça é encontrado nas palavras do próprio Cristo: \text{João 3:16: Porque Deus amou o mundo...} A palavra grega utilizada para “mundo” é: > κόσμος (kosmos) Que, em seu sentido natural, refere-se à humanidade, ao mundo inteiro. Logo, o amor redentor de Deus não foi destinado apenas a um grupo secreto de eleitos, mas revelado ao mundo. O texto continua afirmando: > “todo aquele que nele crê”. A condição apresentada não é um decreto oculto, mas a fé. --- IV — A Graça de Deus e a Resposta Humana A salvação é inteiramente pela graça. Nenhum homem pode salvar-se a si mesmo. Entretanto, a graça divina não elimina a responsabilidade humana. Deus chama. O homem responde. Deus oferece salvação. O homem pode aceitar ou rejeitar. A existência de convites universais ao arrependimento demonstra que há verdadeira responsabilidade moral no homem. Se não existisse possibilidade real de resposta, os convites bíblicos perderiam seu sentido. --- V — A Harmonia Entre Soberania e Livre Arbítrio A soberania de Deus não destrói a liberdade humana. Deus continua soberano mesmo permitindo que o homem faça escolhas reais. Seu conhecimento eterno contempla todas as decisões humanas sem anulá-las. Assim: Deus é soberano; o homem é responsável; a graça é necessária; e a fé é o meio pelo qual recebemos a salvação. --- Conclusão A doutrina da predestinação não deve ser interpretada como um decreto arbitrário que condena homens antes mesmo de nascerem. A presciência divina revela o perfeito conhecimento de Deus sobre aqueles que responderão à Sua graça. Cristo morreu pelo mundo. A graça foi oferecida a todos. E todo aquele que crer será salvo. Portanto, Deus não escolheu alguns para a vida e outros para a perdição eterna. Antes, em Seu amor, ofereceu salvação universal por meio de Cristo, preservando tanto Sua soberania quanto a responsabilidade humana. — Pelo Teólogo Jalison Santos
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Pensador.com
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