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Frase de Rafael Aguirra

Perdi uma vida, uma rotina que foi embora. Vozes que viraram silêncio, dores que tomaram forma, um vazio ganhou espaço no ambiente. Sumiram os barulhos, as explosões de orgulho, os hábitos diários. As coisas se tornaram algo mais ou algo menos, cenários de um filme antigo. Estava preso e agora fui transferido para a solitária, sem direito a exposição ao sol. Os horários, compromissos, exigências, tudo deixou de ser junto com as consequências. A caminhada exige mais da minha resistência, da minha paciência e capacidade de sorrir. O tempo luta para se preencher de maneira útil, fugindo as maneiras fugazes de fazer horas passar como minutos. A chuva que bate nos vidros pode ser ouvida em todos os seus detalhes sonoros. E a irritação pode ser contida por não haver com quem se irritar. A tristeza deixa de ser sentida por não haver terreno para se aprofundar. O debate cessa, pois todos os argumentos cansaram de se pronunciar. As refeições são feitas a qualquer momento sem nenhum cuidado nutritivo. E a descrição de tudo soa como terapia ou como apego aos pontos negativos. O pensamento voa apesar de ser tão pesado, e algumas músicas pararam de tocar. A uma linha tênue entre sair e chegar, ir e voltar, quando não há ninguém para esperar. Faz tudo parecer normal, faz tudo parecer igual. A luta contra essa forma de pensar se tornou constante. Meus direitos se tornaram prêmios para meus defeitos. E as relações perderam qualquer suposto efeito positivo. Minha sinceridade apelou para dissimulação, evitando confrontos e reflexões, evitando ser, dando passos em qualquer direção. Cada vez mais vejo a necessidade das dificuldades que fortalecem a fé, a experiência da realidade como realmente é... Vou precisar também de uma máquina de fazer café.

Rafael Aguirra

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Rafael Aguirra

Me sinto só, afligido como jó, a noite chega e minha mente é um branco esperando escurecer.Me sinto triste , me sinto pesado, apoiado no próprio cansaço, a dor é uma laço que enforca a alma. A intensidade me faz parecer profundo, mas me sinto raso como uma piada. Me sinto fraco c…
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Me sinto só, afligido como jó, a noite chega e minha mente é um branco esperando escurecer.Me sinto triste , me sinto pesado, apoiado no próprio cansaço, a dor é uma laço que enforca a alma. A intensidade me faz parecer profundo, mas me sinto raso como uma piada. Me sinto fraco como um doente e exausto como um fim de dia. A negatividade vem como um exército pronto para atacar e a sinceridade vem como estratégia contra o inimigo. E sinto que a esperança e a perseverança estão em algum lugar próximo a percepção mais distante. Meus devaneios me levam a um tempo totalmente perdido e meus anseios desvanecem no sono, em sonhos longos e confusos. O meu corpo sente a angústia de ser carne, sobre a qual os meus ossos não se responsabilizam.É assim que me sinto e é assim que concluo que somente quando tuas mãos são também meus muros, posso descansar seguro.

Sobre a superfície residem todas as minhas desculpas Sobre os meus passos, toda minha hesitação Pra onde apontam os meus olhos, todos os meus bons motivos
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Sobre a superfície residem todas as minhas desculpas Sobre os meus passos, toda minha hesitação Pra onde apontam os meus olhos, todos os meus bons motivos Sobre os meus movimentos, todo o meu cinismo No âmago do meu coração, toda a minha confissão Sobre os meus pensamentos, o máximo de mim Por entre os edifícios, abismos sem fim Sobre a minha pele, a poeira da estrada Sobre a minha lentidão, uma longa caminhada Todos em minha volta em uma jornada rumo ao nada Sobre toda a cabeça uma sentença traçada Sobre todos os olhos uma escolha ofertada Sobre toda consciência uma loucura confessada Sobre toda vida a surpresa de uma morte já esperada Sobre toda morte uma certeza incerta Há um construtor, muito além do horizonte Construindo uma ponte que nos leva até a fonte Que esclarece as confusões que nos tiram o sono Abre as portas do abrigo, faz cessar o abandono Sobre a sua superfície, toda a razão de ser Sobre os seus passos, a certeza de um abraço Sobre os teus olhos todo o saber Sobre os teus movimentos todo poder No âmago do teu coração, o teu perdão Sobre os seus pensamentos, o máximo de elevação Por entre as nuvens, morada sem fim Sobre a sua pele, o sangue derramado por mim Sobre a sua lentidão, o reter da sua ira Todos distantes de ti em uma jornada rumo ao nada Não há como concluir, essa história terá fim no final da caminhada No completar da verdade, no inicio da eternidade.

Um dia vamos nos encontrar, matar a saudade, contar novidades Abraços longos, passos lentos, sem pressa e sem medo de algo dar errado Um dia haverá um grande dia, que nunca termina
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Um dia vamos nos encontrar, matar a saudade, contar novidades Abraços longos, passos lentos, sem pressa e sem medo de algo dar errado Um dia haverá um grande dia, que nunca termina Espero que todos estejam por lá Ao menos aqueles que escolhem entrar Vislumbres agora, visões incompletas enquanto demora Esperando o tempo em que a hora marcada deixar de ser hora Um dia sem noite com sonhos reais Crianças brincando com os animais E uma luz que ilumina um reinado de paz Não haverá lua, não haverá sol A luz será tua, eterno farol...

Hoje estou bem, hoje sei, cada dor que senti, já passou e passei, resisti Na memória circulam lembranças do que já vivi, E passam por mim como se eu fosse uma estrada a ser percorrida,
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Hoje estou bem, hoje sei, cada dor que senti, já passou e passei, resisti Na memória circulam lembranças do que já vivi, E passam por mim como se eu fosse uma estrada a ser percorrida, É uma corrida que ainda não chegou ao fim Menosprezei o que se aperfeiçoou em mim Como alguém que não tem voz,dublando um não, dublando um sim, Impotente, inocente procurando coerência Sem nenhuma concorrência para ser tão infeliz Pisando leve e devagar, aguardando tropeçar Estagnando e afundando, sem limites pra pensar Divagando, atravessando a fronteira do sonhar Tomando distância, e guardando energia pra poder voltar É necessário que o mundo caia, para que eu caia de joelhos E a tua mão segure a minha e me ajude a atravessar o mar Quando tudo desmoronou, me resgatou dos escombros Quando não tinha mais forças, me carregou em seus ombros Quando já não tinha vida, me soprou folego novo Geminou em terra morta, fez chover em plena seca Me acordou de um pesadelo, fez curar minha ressaca Eu que estava como cego,martelado como prego, ensurdecido pela dor Tua graça fala alto ao ouvido do perdido, ao rendido ao teu amor