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Frase de Paulo Scheunemann

É a morte que nos vivifica, dá-nos desprendimento, é dádiva divina, não digo a morte como demarcação fronteiriça, está que tanto se teme, velha e enrugada aproximando-se vagarosa. Digo a morte como a vida em si, sombra da vida, ambas da mesma substância que dá-nos latitude e profundeza. A morte como consciência daquilo que realmente sou.

Paulo Scheunemann

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Paulo Scheunemann

Nada é mais limitado que viver somente, viver é ser limitado, num corpo que se formou por si só, numa história que já parece escrita quando se escreve, ou nos limitamos, desenhando nosso contorno no vazio, ou enlouquecemos.
O que mais engrandece uma pessoa é o amor, essa palavra para qual não há significado, verdade ou mentira, é coisa pura, acima de nós, e que por nós só faz passagem, não se retêm em nós, cai-se em chuva torrencial sobre nossas cabeças, e transbordamos, restando somente a quantidad…
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O que mais engrandece uma pessoa é o amor, essa palavra para qual não há significado, verdade ou mentira, é coisa pura, acima de nós, e que por nós só faz passagem, não se retêm em nós, cai-se em chuva torrencial sobre nossas cabeças, e transbordamos, restando somente a quantidade que cada coração se permite entender. Usássemos todas as palavras disponíveis não poderíamos dimensioná-lo, é a razão pela qual o mundo existe e não desaba em si mesmo.

Tudo que temos não nos pertence, pegamos sem permissão ao longo da vida, formando, de camada a camada uma crosta caiada pra embaçar esse instrumento dissecante que chamamos de olhos. Os olhos são a torre ruída da nossa fortaleza, através deles vislumbramos a escuridão que somos,…
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Tudo que temos não nos pertence, pegamos sem permissão ao longo da vida, formando, de camada a camada uma crosta caiada pra embaçar esse instrumento dissecante que chamamos de olhos. Os olhos são a torre ruída da nossa fortaleza, através deles vislumbramos a escuridão que somos, por isso é dolorido se entreolhar por muito tempo, o ser revela-se nu pelo oco entre as pálpebras; e nudez arrepia aqueles que se vestem, e nos vestimos... tão espessamente.