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Frase de Priscila de Albuquerque Lima Gaia

Coisas do Amor Por amor fazemos loucuras Abrimos mão de nós mesmos E fazemos coisas inimagináveis. Tiramos forças de onde não havia E nos sujeitamos a situações Que nunca pensamos um dia aceitar. Cedemos mesmo quando nos fere E cansados, permanecemos Querendo ir, ficamos Saindo, voltamos E em silêncio, gritamos. Mas o amor tem o poder De nós fazer acreditar Que nada pode nos derrubar. E no momento certo Ele nos faz invencíveis, Lutando por coisas invisíveis Que sem as quais Não dá pra respirar. Por amor fazemos loucuras E a maior de todas Seria não tentar.

Priscila de Albuquerque Lima Gaia

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Pensador.com

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DESPEDIDA Era despedida Queria ter feito mais
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DESPEDIDA Era despedida Queria ter feito mais Abraçado mais Mais forte... De um jeito que fosse junto Uma parte de mim. Queria ter beijado mais Mais vezes... Absorvendo cada segundo Como se não tivesse fim. Queria poder lembrar mais Assim, tentei gravar tudo Marcando na memória Cada cor, Cada cheiro, Cada som, Cada pedaço daquela hora Que me fizesse voltar no tempo Só meio da história Sempre que a saudade apertar Me transportando de volta Aquele momento Sem começo nem fim, Só àquele momento No meio do tempo Pra história nunca acabar. Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 158

ABRAÇO Um abraço cura feridas, Faz sorrir quem já tinha esquecido,
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ABRAÇO Um abraço cura feridas, Faz sorrir quem já tinha esquecido, Acalma um coração aflito. Abraço faz perdoar, Faz querer voltar, Porque se percebe Que a vida não tem graça sem amar. Mas abraço não pode ser de despedida, Não dá, impossível! Ele é recomeço, Faz esquecer da vida E isso não tem preço. Abraço é linguagem da alma, Tem que ser dado com calma. Sentindo tudo... E não sentindo mais nada. Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 157

CONFESSO Não quis sonhar Por medo de acordar
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CONFESSO Não quis sonhar Por medo de acordar E descobrir que não era real. Também não quis imaginar E correr o risco de me decepcionar Por não ser igual. Queria só o que fosse real. Então, preferi tentar Sabendo que poderia sofrer, De coração aberto Mesmo que pudesse doer. Preferi viver... Cansada de esperar Algo que nunca viria, Resolvi fazer acontecer. Preferi chorar e sorrir... Molhar os pés, sujar as mãos, Colecionar pedras, trocar de canção, Sentir o vento, deixar acelerar o coração. E confesso... Tentei, cantei, chorei, sorri Não foi tudo sempre perfeito Mas enfim, confesso que vivi. Publicado no 4 Anuário da Poesia Brasileira - Câmara Brasileira de Jovens Escritores

Até o vento mudar Vibrou em mim a ventania Gravando seu cheiro por todo lugar
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Até o vento mudar Vibrou em mim a ventania Gravando seu cheiro por todo lugar Era doce, mas turbulento Aquele momento que parecia não acabar. Então virou só vento Meio lento que devagar Levou embora o tormento E me deixou só a pensar E ali só, esperei, até sentir uma brisa Suave, que parecia murmurar Tudo isso vai passar Só espero entender Nunca esquecer Nem mesmo quando o vento tornar a mudar Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros - vol 159