Frase de Raimundo Santana
Se envolver com a paixão é entrar numa guerra silenciosa entre dois corações que se procuram e, ao mesmo tempo, se teme. É um caso de dois seres separados que vivem um conflito íntimo, onde o desejo ferve, o ciúme arde e o silêncio pesa. A paixão, quando nasce como vulcão indomável, ultrapassa qualquer limite: explode, transborda, atropela as regras que antes pareciam firmes. Ela não pede licença; apenas invade, consome, domina. Afinal, a paixão não é amor. É uma chama veloz, inquieta, que se alimenta do que encontra: um corpo frágil, uma alma desarmada, um coração que ainda não aprendeu a se proteger. A paixão é sentelha voraz, que busca hospedeiro para se incendiar. Não pensa, não pondera, não descansa. Vive sem lógica, sem razão, sem freios. Mas é justamente nesse caos que mora a sua beleza: a paixão é o descontrole que anuncia que somos vivos, é o perigo que nos força a sentir, é o abismo que nos convida a saltar mesmo sabendo que só o amor, sereno e maduro, pode nos segurar.
No pensador.ai desde