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Frase de Renata Machado - Rádio Yandê

Quando falamos em comunicação indígena não estamos limitados ao formato jornalístico padronizado ou apenas na missão de produzir notícias indígenas feitas por diferentes etnias, mas falamos de uma comunicação ampla, além das palavras, imagens, ativismo ou faits divers. A força da comunicação oral é a mesma que permite memórias e saberes serem compartilhados por gerações. Um bom comunicador indígena possui uma sensibilidade que ultrapassa o mundo físico.

Renata Machado - Rádio Yandê

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Longe de ser um pequeno detalhe o verdadeiro significado na foma que nomeamos as coisas possui razões que colonizam, eurocentrizam e inferiorizam no cotidiano nossas formas de olhar e pensar sobre as coisas no mundo. Esta informação é desconhecida pela maioria pois acostumamos us…
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Longe de ser um pequeno detalhe o verdadeiro significado na foma que nomeamos as coisas possui razões que colonizam, eurocentrizam e inferiorizam no cotidiano nossas formas de olhar e pensar sobre as coisas no mundo. Esta informação é desconhecida pela maioria pois acostumamos usar os nomes que todos usam sem procurar sua origem. Faz parte do adestramento do nosso pensamento e é sútil. Estamos nos despindo de muitos conceitos que vestiram na gente, isto requer um certo tempo e prática. Não é instantâneo. Perceber o que está por trás das palavras impostas como únicas verdades sobre determinados pontos de visão, ajuda valorizar nossas próprias correntes de pensamento e encontrar as bases de nossas filosofias indígenas. Trazendo conceitos indígenas invisíveis para visibilidade da narrativa, criando metodologias originarias em nossa educação. O que parece apenas poético para muitas pessoas é na verdade uma forte visão que temos em nossa ótica relacionada ao nosso lugar, relação com os elementos da natureza e origem. Nossos livros são orais e nosso diálogo ilimitado com todos os seres visíveis ou não.

Quando o indígena ocupa cargos de destaque, espaços políticos, conquista títulos acadêmicos, possui profissão, não muda a visão e comportamento das pessoas, em sempre olhar o ''índio'' e não aquele ser humano capaz como todos os outros. Mas o ''índio'' que conquistou por mérito o…
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Quando o indígena ocupa cargos de destaque, espaços políticos, conquista títulos acadêmicos, possui profissão, não muda a visão e comportamento das pessoas, em sempre olhar o ''índio'' e não aquele ser humano capaz como todos os outros. Mas o ''índio'' que conquistou por mérito ou não tal posição. Ser ''índio" nome inventado pelo colonizador, que nada tem a ver com ser indígena mas sim ser visto ainda como inferior na sociedade ocidental, alguém que precisa sempre de auxilio para viver, chegar a algum lugar ou decidir o que fazer. Aqueles que precisam ser salvos ou mortos, homenageados ou humilhados, por serem diferentes e de culturas que o mundo chamado civilizado tenta decifrar, em um estado de constante encantamento ou repulsa. É o encanto e o medo, daquilo que desconhecem pela diferença.

Os processos comunicativos ganham identidades ao ser trabalhados por diferentes culturas. Personagens tornaram-se interlocutores de suas histórias e pensamentos. Fotografados, analisados, pesquisados e entrevistados constantemente, agora produzem seu próprio conteúdo. Grupos étni…
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Os processos comunicativos ganham identidades ao ser trabalhados por diferentes culturas. Personagens tornaram-se interlocutores de suas histórias e pensamentos. Fotografados, analisados, pesquisados e entrevistados constantemente, agora produzem seu próprio conteúdo. Grupos étnicos que por anos foram apenas objetos lançam hoje olhares sobre si e o mundo.