Frase de Ricardo Melo .
Vida no campo. Na Selva de minha alma... O limite é desconhecido... Mata bruta... Campos de frutas e arvoredo florido... Vida no campo... Minha vida lá foi prometida... Açudes de peixes... Lagos e cachoeiras... Oh prazer... Não deixei nada na cidadezinha... Voltar lá...? Só se for pra comprar sal e farinha... Não quero reviver... O que a cidade me deu... Foi só desprazer... Sentimento matuto é o meu... As pessoas no campo são batutas... Trabalham muito... É suor que não derramam prantos... Esta vontade de está no sítio... As vezes foge até de mim... Aqui eu planto... Aqui eu semeio... Aqui eu cultivo... Aqui eu colho e como.... Aqui eu pesco... E em falar tudo isso... Não sou desonesto... Acreditei na alvenaria... Paredes blindadas e gradiadas... Será mesmo que só assim..? Poderemos viver em paz...? Não...! Minha casa de sapê... Ou de madeira serrada... O soalho é avermelhado... Madeira de lei que peguei lá no serrado... A árvore foi cortada... Mas as sementes foram brotadas... O tempo trará outras.. Enquanto isso... As galheiras é para a fogueira... A panela é de barro... E o quintal tem galinha aos bocados... Porco no chiqueiro... Gado no curral e são tudo leiteiros... Aqui eu me encontro... Sem precisar me humilhar... E pedir descontos... Aos domingos... Vou na igreja... E quando volto... Arreio o meu alazão... E passeio no grotão... Armo a arapuca.... Esperando a saracura.... Franguinho do mato para remediar... E depois eu volto pra cozinhar... Sou assim.... Sensível com os pássaros na floresta... A coruja pia e a noite faz sua festa... Na mistura do barulho... Faço canção e poesia... E ouço o gado berrar la no pasto... E também chia a cutia...... Sou caboclo do mato... Tenho uma inspiração e é nela que me regalo... Tudo aqui é verde e amarelo... O ar é puro é singelo... O azul caí do céu... E o vermelho é o sangue de minhas veias... Uma mistura de cores que não são alcalinas... Minha parceira é gente fina... Minha flor nega menina... Lava roupa no Ribeirão.... E estende debaixo da mangueira... Cascavilhei esse tema... Porquê sou apaixonado pela Natureza... Não chamem isso de poesia.... Chamem de iguaria... Na pradaria do lajeado que piso... Falo e repito... Não há nada que possa... Substituir tudo isso.... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde