Frase de Giovane Silva Santos
O mundo do meio entre os opostos Entre treva e luz. Pelo raiar do sol e a inundante chuva. Casado e solteiro. O luar mais belo e a nuvem negra. Lati e miar. Cantar e silenciar. Céu e inferno. Deus e satanás. Homem e mulher. Deserto escaldante e uma floresta radiante. Espada e escudo. Freio e acelerador. A brisa mais suave e o aspecto da dor. Sim, é verdade, entre os opostos. Vivemos risos e momentos indispostos. Vitórias e derrotas. A enfermidade e o semblante mais saudáveis. A loucura e a sanidade. Taí um embate. Da força e fraqueza. Quem deveras tem razão. O que de fato avalia cada coração. O mistério mais profundo. As agonias do mundo. Se falo não me escutam. Se não falo condena me a ser mudo. A liberdade. A prisão. É perigoso gritar. Tem ouvidos cheio de ódio. A inveja que envenena. A bondade serena. Enfim. Somos tomados e desafiados. O devaneio insensato de ignorar o irmão. A sociedade impõe a condição. Tudo vã, banal, naufragados na ambição. O egoísmo vivo, o medo, a covardia. E continuamos a ser navegantes. Enquanto isso. O próximo do próximo. Que está a machucar o semelhante. Giovane Silva Santos
No pensador.ai desde