Frase de Milan Kundera
Mas quem era eu de fato? Sou obrigado a repetir: eu era aquele que tinha muitas caras. Durante as reuniões, era sério, entusiasta e convicto; desenvolto e brincalhão em companhia dos colegas; elaboradamente cínico e sofisticado com Marqueta; e, quando estava só (quando pensava em Marqueta), era humilde e encabulado como um colegial. Essa última cara seria a verdadeira? Não. Todas eram verdadeiras: eu não tinha, a exemplo dos hipócritas, uma cara autêntica e outras falsas. Tinha muitas caras porque era moço e porque não sabia eu mesmo quem era e quem queria ser.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: A Brincadeira
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