Pular para o conteúdo

Frase de Li Azevedo

⁠The end Juro que não queria te ver assim. Juro que me feriu o coração ver-te de alma cortada, olhar perdido, magoado, em preto e branco. Agora que eu deveria ser uma navalha. Não a te apunhalar o peito, mas para arrumar-te os cabelos, fazer-te a barba, deixar-te limpo. Limpo de mágoas, dor, sofrimento, rancor... Infelizmente, não posso. Não posso porque não há emplastro que cure o que você também me fez à carne. Não posso porque não há conforto que reconduza a minha alma ao lugar onde ela deveria estar. Não posso porque o filme ainda roda, gira, roda e gira, gira e roda, sem parar, sem trégua, sem piedade. Não posso porque a minha imagem muito se assemelha à sua. Desculpe, mas não quero que me veja assim.

Li Azevedo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Li Azevedo

Gente que admira pessoas que conseguem aprender com experiências alheias, mas é o oposto: só aprende se quebrar o nariz. O próprio.