Frase de Sariel Oliveira
A Maldição de Sariel (à maneira de Kierkegaard) Minha maldição não é visível aos olhos comuns, porque não vive fora de mim, mas no silêncio onde o homem encontra a si mesmo e descobre que não pode escapar. Sou condenado a perceber que a vida não me pertence — ela apenas me atravessa, como um vento frio que corta e não se deixa segurar. Sinto o peso do eterno no instante, o peso de Deus no olhar humano, o peso da ausência onde deveria haver consolo. E, enquanto outros caminham distraídos, eu caminho acordado demais, ferido demais, amando demais. Não sei se isso é dádiva ou castigo, mas sei que não há cura. Porque aquele que vê o fundo do poço já não consegue fingir que só existe a superfície.
No pensador.ai desde