Frase de José Wilson Andrade
TALVEZ... Talvez amanhã, quando o sol se por e chegar o amanhecer, E tentes me procurar, não estarei aqui Terei partido sem me despedir Pois não gosto de despedidas Ou quem sabe é que não deu tempo, Mas eu parti, precisei ir Nesta vida, nada é para sempre Tudo passa ligeiro, Vivemos indo e voltando, E às vezes nem voltamos mais Não que a gente não queira voltar É que às vezes realmente não dá Devemos somente aceitar Seguir em frente Com a ausência se acostumar Talvez amanhã quando você ouvir a porta abrir O som do carro ao estacionar Pensará que estou chegando, E correndo irá à janela espiar E se dará conta que não sou eu Pois jamais irei voltar Mas minha presença sera sentida ao redor As musicas, a passarada, as fotografias O que deu para ficar pelo caminho, Os amigos, o amor, o carinho, Te farão lembrar Com saudade talvez Ou apenas vagas lembranças E assim será, sem resignação Uma lembrança qualquer Dentro do coração Talvez amanha ao despertar Sentiras que perdemos muito tempo com trivialidades Coisas pequenas e sem profundidade Que aquele bom dia, abraço apertado, Andar de mãos dadas Dormir juntinhos, aconchegados Agora faz tanta falta Foram desperdiçados Por causa da indiferença, orgulho, dureza de coração Andamos na contramão, E o que restou foi a ausência sentida, doida Desta vida tão rápida e mesquinha Que não volta jamais... Talvez possamos mudar isto bem antes de acontecer Antes do sol se por, Antes da partida, antes do anoitecer Quebrar as barreiras, a indiferença, o orgulho Talvez ainda dê tempo daquele abraço caloroso Aquele conviver gostoso repleto de amor Talvez ainda seja possível olhar nos olhos Saber ouvir e falar sem rancor, Talvez ainda dê tempo pra levar as crianças na praça para brincar Talvez ainda dê tempo de tomar aquele sorvete, se lambuzar Talvez ainda dê tempo de ouvir aquela musica apaixonada Talvez ainda dê tempo de ficar juntinhos vendo aquele filme Com pipoca até a madrugada, Talvez ainda dê tempo para ouvir a chuva caindo no telhado O luar a clarear a madrugada e com agrado, Esvaziar o velho baú do passado E nunca mais permitir a dor, a solidão, a ferida Vivendo a vida como ela deve ser Talvez......
No pensador.ai desde