Frase de Danyyel Elan
Quando o vento levou as folhas O vento soprou teu nome, e as folhas responderam. Giravam lentas no ar, como se dançassem contigo — a mesma doçura, a mesma leveza que tinhas ao atravessar os dias. Tuas mãos sabiam de mim antes mesmo do meu silêncio. Quando eu dizia “nada”, teus olhos já sabiam tudo. Era inútil esconder a dor, porque teu coração batia dentro do meu, num compasso que só o amor entende. Cresci sob teu jeito manso, entre preces, conselhos e bênçãos. Tuas palavras, simples e certeiras, me ensinaram a olhar o mundo sem me perder de mim. E até hoje, quando peço a bença, é como se o tempo parasse — o menino e a mãe se encontram no mesmo instante onde o amor não tem distância. Agora, quando o outono chega, eu não choro a ausência. Escuto teu chamado no vento, sinto tua calma no entardecer. As folhas que partem não se perdem, voltam à terra, se tornam raiz. Assim és tu, mãe — raiz do que sou, colo que nunca seca, voz que não precisa som. E eu, teu filho, te agradeço em silêncio, por ter sido o abrigo e a força, o motivo e o caminho. E na hora da saudade, quando a brisa me toca o rosto, eu te peço, como sempre fiz: tua benção, minha mãe — de onde estiveres, que ela me alcance, leve como folha, eterna como o amor.
No pensador.ai desde