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Frase de Jose Geraldo Pires de Almeida

A inutilidade de aprender a escrever Quando eu era jovem queria muito aprender a escrever, para quem sabe um dia tornar-me um escritor. Bem... este sonho já abandonei a bastante tempo pois descobri que além de escrever faz-se necessário talento e isso não se aprende , ou a pessoa tem ou não tem. Agora com o passar dos anos me pergunto para que precisamos aprender a escrever? Em tempos de internet, poucas são as expressões que precisamos conhecer para nos comunicarmos, basta publicar em um determinado micro blog algo como: @cariocasumare #umidiotaem140caracteres e se obtivermos como resposta alguma coisa semelhante a \ô/\ô/\ô/\ô/, kkkkkkk ou asussausuausuausas, quer dizer que conseguimos nos comunicar. (seja lá o que signifique o que foi dito ou entendido) Mas, saber escrever é inútil e tal inutilidade já foi vista até pelo principal fabricante de softwares do mundo, pois hoje compramos um micro computador relativamente bom, com processadores de ultima geração, com uma invejável velocidade de emulação, mas principalmente e o mais importante, com a plataforma do maior fabricante já instalada, por aproximadamente mil reais, inclusa na instalação a importantíssima e gratuita ferramenta de navegação na internet, todavia como escrever é pura vaidade de uns poucos mortais, para se obter o editor de texto deste mesmo fabricante, na sua versão mais completa, teremos que desembolsar outros mil reais. Estão certos, já dizia o poeta “... navegar é preciso...” escrever não é preciso. Tenho pena dos jornalistas que todos os dias executam um árduo trabalho para escrever seus artigos, informar sobre fatos ocorridos no mundo ou em suas cidades, procurando sempre diversificar o vocabulário, temas etc., para não parecerem monótonos ou repetitivos, usando das técnicas de redação que aprenderam nas faculdades ou na pratica da redação de um antigo jornal, cada vez menos terão público para entender o que foi passado como mensagem, seja contextual ou subliminar. Profetizo com certa tristeza o fim dos literatos, pois quem restará para entender seu linguajar prolixo, as nuances de suas minuciosas descrições de fatos ou personagens, a sutileza dos temas, a profundidade do enunciado. Entristeço-me quando vejo as letras de musicas que substituíram nos rádios as do Noel Rosa, que primavam pelo humor, a poesia complexa de Caetano Veloso e Gilberto Gil, a música critica de Gonzaguinha e Chico Buarque, bem como a cornisse refinada de suas letras ou da maestria da cornisse do Mestre Cartola, hoje substituídas por letras simples em rimas pobres de uma cornisse explicita e sem graça, cantadas em versos desconexos que forçadamente se juntam sem fazer o menor sentido. Ainda me ressinto dos professores de minha juventude, que, diga-se de passagem, eram excelentes, pois naqueles tempos ser professor na maioria das vezes era vocação e não falta de opção, eles insistiram para que eu aprendesse a ler e escrever, contrariando a veia boemia que então existia em mim, eles fracassaram em ensinar-me a escrever, mas mataram o boêmio e o transformaram em um cínico de humor mordaz e duvidoso, com o qual hoje sou obrigado a conviver e que volta e meia me enfia em confusão por ter sido mal entendido. Também... Bem feito! Quem mandou se meter a escrever?!

Jose Geraldo Pires de Almeida

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também fo…
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⁠Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também formados por estas importantes universidades, permanecerem no exterior, pois lá as oportunidades para eles continuarão sempre infinitas.

Desculpe minha falta de educação Peço ao leitor que desculpe minha falta de educação de me imiscuir em assunto que com certeza não tenho “formação” para tratar de forma adequada, mas aos meus olhos a crescente importação de mão de obra pelo Brasil, a sobra de vagas de trabalho e…
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Desculpe minha falta de educação Peço ao leitor que desculpe minha falta de educação de me imiscuir em assunto que com certeza não tenho “formação” para tratar de forma adequada, mas aos meus olhos a crescente importação de mão de obra pelo Brasil, a sobra de vagas de trabalho em determinados segmentos do mercado nacional e a existência de um grande contingente de desempregados com segundo grau escolar, revelam que as questões do ensino e da qualificação profissional no Brasil precisam urgentemente ser revistas. O pouco ou quase nenhum investimento no ensino técnico ou de “qualidade” trará em curto prazo de tempo um significativo atraso no desenvolvimento econômico do País. Hoje apenas 13% dos jovens que chegam o término do segundo grau têm acesso ao ensino superior. Destes, mais de 80% só conseguirão continuar os estudos no ensino privado, é fato é que existem pequenas “ilhas de excelência” em poucas universidades brasileiras, no mais se cria uma grande massa de cidadãos que cujo objetivo final da formação é que consigam manusear tecnicamente diversas máquinas e que sejam flexíveis para se adaptar a diferentes cargos e funções dentro de uma empresa. Quanto se investe em pesquisas no Brasil? Com certeza o investimento em pesquisa não dá retorno da noite para o dia, mas acredito que está na hora dos governos reverem suas politicas de incentivos e os empresários começarem a apostar neste segmento, ou reprisaremos a história colonial de certo País que de potencia no período das grandes navegações, virou um dos mais atrasados economicamente na Europa moderna. Li outro dia no site de uma revista que o Brasil está investindo na importação de cientistas. Já é um começo. Mas como andam os laboratórios de nossas universidades e centros de pesquisas? Terão eles infraestruturas para estes cientistas importados desenvolverem suas pesquisas ou apenas brincaremos de fazer de conta que estamos mesmo caminhando neste segmento? Entretanto para os poucos gestores do capital, tudo continuará como antes, seus filhos continuarão sendo formados pela Harvard, Stanford, Cambridge, etc., continuarão sendo as pessoas que gerenciarão estes nossos mal formados trabalhadores, restando para outros poucos, também formados por estas importantes universidades, permanecerem no exterior, pois lá as oportunidades para eles continuarão sempre infinitas.