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Frase de Hilda Machado

Um homem no chão da minha sala alonga sua raiz galo que estufa o pescoço cana-de-açúcar e bronze poças, chuva, telha-vã rio que escorre na velha taça empoeirada O homem no chão da minha sala cidades de ouro castelos de mel velhas metáforas sinos línguas gelatina O céu no chão da minha sala Esse homem no chão da minha sala provoca o veneno da cobra pulgas atrás das orelhas mexeu nos meus bibelôs consertou aquela estante revirou a roupa suja desenterrou flores secas fraldas chifres quatro cascas de ferida um disco todo arranhado e um punhado de pelos Aquele homem no chão daquela sala me fez cruzar o ribeirão dos mudos estufa de tinhorões gigantes no piso do meu mármore ele acordou a doida as quatro damas do baralho uma ninfeta de barro e a cadela do vizinho Daquele homem no chão da minha sala há meses não tenho notícia desde que virei a cara saltei janela fugi sem freio ladeira abaixo perdi o bonde estraguei tudo

Hilda Machado

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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eu, a amada eu, a sábia eu, a traída
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eu, a amada eu, a sábia eu, a traída agora finalmente estou renunciando ao pacto rasgo o contrato devolvo a fita me vendeu gato por lebre paródia por filme francês a atriz coadjuvante é uma canastra a cena da queda é o mesmo castelo de cartas o herói chega dizendo ter perdido a chave a barba de mais de três dias

vim devolver o homem assino onde o peito desse cavaleiro não é de aço
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vim devolver o homem assino onde o peito desse cavaleiro não é de aço sua armadura é um galão de tinta inútil similar paraguaio fraco abusado soufflé falhado e palavra fútil seu peito de cavalheiro é porta sem campainha telefone que não responde só tropeça em velhos recados positivo câmbio não adianta insistir onde não há ninguém em casa