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Frase de Pedro Eginio Leites de Alexandre

Caminhos de esperanças No caminho da esperança amarela Simplicidades, verdes de incertezas Monstros, cáritas, sombras de dúvidas Avalanches, credos, carmas, sentenças Questão de não entender ou desentender Ausência do desejo do caótico controle Do saber, pelo fluido cósmico, livre ou leve. Vibrando ao leu, entre o tempo e o espaço. O mistério acena, acendendo alquimia Uma força fractal, vibração para dentro Altar sagrado voltado ao centro íntimo Sol Crístico, vívido, ancestral, uma luz Dos trovões, impávidos, os delírios poéticos Relâmpagos em versos bravios e proféticos Lamentos de quem jamais viveu ou existiu Altares desfigurados, entre luzes sombras Janelas vazias, mosteiros de um Cosmo Portas escancaradas, os gargalos do caos Ventos que não movem os espirais sutis Auréolas obscurecidas, sem luz ou ânima Crepúsculos de almas que se encolheram Crateras de estrelas, de lumes, de almas Ausências de poemas, rigidez de darmas Ancestrais feridos que não se fundaram Pedro Alexandre

Pedro Eginio Leites de Alexandre

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Pensador.com

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Outras frases de Pedro Eginio Leites de Alexandre

⁠Abençoados sejam os vossos sonhos, pois através deles vós terão muitas respostas para perguntas inconscientes que estão nos vossos íntimos e que haverão de se revelar no momento certo! Pedro Eginio Leites de Alexandre!
⁠NIRVANA DOS CÉUS Quantos céus têm aqui, basta o mel pra tocar. E este manto azulado, aguçou meu olhar.
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⁠NIRVANA DOS CÉUS Quantos céus têm aqui, basta o mel pra tocar. E este manto azulado, aguçou meu olhar. Quando estamos nos céus, no esplendor do sonhar. Somos verbos de Deus, No existir, sem cessar. E as florestas dialogam, com montanhas e mares. Sobre os campos floridos, que se enfeitam de altares. Querubins em falanges, reverberam as preces. Dos altares dos povos, quando tudo adormece. E uma estrela gigante, vem trazer outro dia. Que alvorada divina, que celeste alegria! E outros céus vêm aqui, quando a aldeia cantar. Muitos céus querem vir, quando a mente cessar. Cerimônias de céus, confrarias de sois. O primor das essências, transcendeu dos crisóis. Os etéreos se abraçam, os anéis se confirmam. As sementes abrolham, as promessas se firmam. Nas cirandas dos sois, deuses brindam nos céus. Não há mais insciência, não há mais escarcéus. Céus e Terras se casam, numa mesma canção. Dois sagrados em núpcias, no Verbo da criação. Céus e sois rezam mantras, vibrações salutares. Replicando outras vozes, nas moções dos cocares. E no bojo da vida, Pulsa o peito de Deus. Paz na Terra aos povos, céus e sois, meus e seus. Se não danças aos céus, terra e pão podes ter. Mas viver sem os céus, é morrer, sem viver. (Pedro Alexandre) 18 de junho de 2020.

⁠Com as mãos livres, o homem poderá chegar ao ponto alto do seu próprio estado de fúria ou de inquietação. Neste estado, ele tem total capacidade de ocupar suas mãos com armas ou com livros, e sua mente construindo armadilhas ou escrevendo poemas, versos e romances diversos. Quan…
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⁠Com as mãos livres, o homem poderá chegar ao ponto alto do seu próprio estado de fúria ou de inquietação. Neste estado, ele tem total capacidade de ocupar suas mãos com armas ou com livros, e sua mente construindo armadilhas ou escrevendo poemas, versos e romances diversos. Quando o homem abaixa as armas, até mesmo um galho seco pode ser um meio de riscar ao chão e de materializar os sentidos dos seus próprios pensamentos, medos ou frustrações. A pulsão é a mesma, cabe a cada ser saber utilizá-la da melhor forma.

A MUTILAÇÃO DO TEMPO No poema “O Tempo” Carlos Drumond de Andrade tinha razão, especialmente no que diz: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
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A MUTILAÇÃO DO TEMPO No poema “O Tempo” Carlos Drumond de Andrade tinha razão, especialmente no que diz: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos”. Os povos antigos de todos os territórios do planeta tinham muito claramente a inteireza do todo. Quando o mundo não era retalhado em fatias, a humanidade vivia dentro de um todo, ou seja, o passado, o presente e o futuro eram partes de um corpo inteiro, consistente e com respostas para se observar as coisas e senti-las profundamente. Com a retaliação, perdeu-se essa inteireza e todos os recursos necessários para se observar as coisas ficou incapaz de responder ou de vibrar conforme a necessidade de se observar essas coisas como elas realmente são. O tempo áion era o tempo único, onde as coisas se revelavam também na sua inteireza. As quatro ervas sagradas, as quatro direções, os quatro elementos e por aí vai... Perdemos a capacidade de mergulharmos no passado porque fomos decepados de um membro importante desse corpo do qual também fazemos parte – o passado. Se o que vivemos – o presente, não é capaz de sentir o que diz o passado, então, neste caso, não somos capazes de sentir o que este passado é capaz de ainda nos ensinar no presente para que o futuro seja uma resposta melhorada de todos esses órgãos do corpo sensorial. Penso que talvez o rompimento com o fio ancestral – o cordão umbilical que nos liga às nossas origens é o que nos possibilita o desatino nessa grande caminhada. Não somos capazes de sentirmos reverberação desses componentes que deveriam ser a nossas sustentações, e por isso não nos sustentamos psicologicamente o suficiente para que sejamos capazes de honrarmos qualquer sabedoria, por mais que elas nos sejam tão óbvias no tempo em que estamos aqui. Os maias os astecas, incas, os highlanders, os bantus, os fenícios e tantos outros, todos eles viveram momentos de extremas dificuldades e fizeram grandes descobertas ou invenções, exatamente por terem essa inteireza que lhes permitia sentirem as vibrações do que era natural, do que era possível de ser descoberto e de fazer sentido lógico com os rumos da caminhada da humanidade. Eles conheciam as quatro ervas sagradas, nós também as conhecemos (talvez), mas não sabemos quais são os poderes ou as capacidades que essas ervas têm para o alinhamento da nossa própria espiritualidade. Não conhecemos nem mesmo a cruz que interliga essas quatro ervas, que interliga as quatro direções e os quatro elementos. Se não conseguimos compreender o alinhamento na horizontalidade, não seremos capazes de verticalmente nos afirmarmos como seres evolutivos e muito menos seremos capazes de honrarmos esses ancestrais no nosso modo de construirmos um mundo melhor. Quando perdemos o fio de conexão com alguma vibração, não teremos condições de nos comunicarmos com o que foi amputado em nós. a industrialização do tempo serviu apenas para que nos tornássemos corpos mutilados de partes tão importantes que serviriam como estruturas que nos levariam a uma liberdade capaz de também libertar essa inteireza dos tempos. É a esse corpo mutilado que nós pertencemos, como células que constituem essas partes mutiladas. A industrialização nos obriga a romper, mutilar diariamente alguma parte de nós mesmos que está lá, e que por ser mutilada, não há mais como contarmos com essas partes de nós mesmos. Sem falar que muitos de nós acabamos sendo mutilados também, porque estamos muito atrelados exatamente à essas partes mutiladas. Morremos assim... Vivemos assim... Esvaímo-nos e assistimos essa mutilação de nós mesmos. O tempo áion é uma condição onde o tempo não passa, não se fragmenta e as coisas são eternas, pelo menos no instante em que elas ocorrem, como um abraço de duas pessoas que se completam, por exemplo. Um grande abraço! Pedro Alexandre.