Frase de Paulo Afonso de Barros (http:www.recantodasletras.com.brpoesias4809275)
Deixar partir... Ante o sofrimento daqueles que amo, quando todo o possível já tiver sido feito, por amor eu clamarei, não sofras mais, de nada adianta ver definhar alguém que amo, rogarei a Deus a libertação das amarras que a matéria simboliza. A morte física é prenúncio de uma nova vida, verdadeira e plena, afinal, o que nos impede de continuarmos nos amando? A ausência não deve nos remeter à dor sem fim, ao vazio ou ao desespero do não desapego. Sentiremos a falta um do outro em todos os cantos por onde tenhamos andado, revivendo nossos cheiros, afagos e nossas lágrimas compartilhadas. Permanecerá vivo o sabor de nossos lábios. Ao lembrarmo-nos do mar, do por do sol, e daquela vez em que a chuva repentina nos fez correr às gargalhadas teremos a certeza, será egoísmo não deixar partir. Para que prolongar um sofrimento sem razão? A escolha não pertence a quem quer sair de cena na frente, ao chegar à nossa finitude que saibamos estar com aqueles que mais amamos, os que nos antecederam e os que ainda precisam continuar. Compartilharemos nossas lágrimas mais uma vez, sem desespero...
Paulo Afonso de Barros (http:www.recantodasletras.com.brpoesias4809275)
No pensador.ai desde