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Frase de Fernandha Franklin

Carta de um índio (Fernandha Franklin) Nós vivíamos em um lugar incrível. Éramos amigos íntimos da natureza e as únicas riquezas que nos interessavam eram as essenciais para se viver: comida, água e um bom convívio. Não sabíamos que existiam riquezas além disso, e se existiam...essas não nos interessavam. Nosso único investimento era no fortalecimento do elo que tínhamos com a mãe Terra. A energia com o planeta é que nos elevava. Tínhamos nossos costumes, rituais e nossa nudez nunca forá um tabu, ou motivo para vergonha. Foi então, que chegou um povo diferente, que colocou roupa na gente, e nos ensinou a entender sua língua. Pois para que acreditássemos em suas mentiras precisariamos entender suas palavras. Prometeram nos mostrar o que havia de melhor fora da aldeia (fora de nós) e que também poderíamos ser "homens civilizados". Nos falaram que seus mundos eram muito melhores, e que de onde vinham, a vida era encantada. Eu acreditei!Até porque, foram eles que me ensinaram no que acreditar. Eles mentiram! E foi então que fez sentido as vestes que usavam: era uma forma de esconderem um pouco da mentira que eram. Troquei tudo o que eu tinha e toda paz da mata...por um quarto velho numa cidade poluída, que agredia meus olhos e ouvidos, e que o homem civilizado, insistia em dizer que fazia parte do meu futuro. Eu, índio "selvagem". Ele, homem "civilizado". Muitos de meu povo, ainda tentam se manter na pureza e nos valores daqueles dias... mas até lá, o homem levou tecnologia, e esse entretenimento impede meu povo de pensar, como pensavam nos antigos dias. Eu, índio, triste estou! Não somente pelo meu povo, mas por todo povo que o homem enganou. O conhecimento que diziam, era pura hipocrisia... E toda lembrança da vida do índio, foi substituída por este único dia. Hoje! 19deabrildiadoíndio

Fernandha Franklin

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Pensador.com

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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali,
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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?