Frase de Fernandha Franklin
Carta de um índio (Fernandha Franklin) Nós vivíamos em um lugar incrível. Éramos amigos íntimos da natureza e as únicas riquezas que nos interessavam eram as essenciais para se viver: comida, água e um bom convívio. Não sabíamos que existiam riquezas além disso, e se existiam...essas não nos interessavam. Nosso único investimento era no fortalecimento do elo que tínhamos com a mãe Terra. A energia com o planeta é que nos elevava. Tínhamos nossos costumes, rituais e nossa nudez nunca forá um tabu, ou motivo para vergonha. Foi então, que chegou um povo diferente, que colocou roupa na gente, e nos ensinou a entender sua língua. Pois para que acreditássemos em suas mentiras precisariamos entender suas palavras. Prometeram nos mostrar o que havia de melhor fora da aldeia (fora de nós) e que também poderíamos ser "homens civilizados". Nos falaram que seus mundos eram muito melhores, e que de onde vinham, a vida era encantada. Eu acreditei!Até porque, foram eles que me ensinaram no que acreditar. Eles mentiram! E foi então que fez sentido as vestes que usavam: era uma forma de esconderem um pouco da mentira que eram. Troquei tudo o que eu tinha e toda paz da mata...por um quarto velho numa cidade poluída, que agredia meus olhos e ouvidos, e que o homem civilizado, insistia em dizer que fazia parte do meu futuro. Eu, índio "selvagem". Ele, homem "civilizado". Muitos de meu povo, ainda tentam se manter na pureza e nos valores daqueles dias... mas até lá, o homem levou tecnologia, e esse entretenimento impede meu povo de pensar, como pensavam nos antigos dias. Eu, índio, triste estou! Não somente pelo meu povo, mas por todo povo que o homem enganou. O conhecimento que diziam, era pura hipocrisia... E toda lembrança da vida do índio, foi substituída por este único dia. Hoje! 19deabrildiadoíndio
No pensador.ai desde