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Frase de Rosemere Melo Sanginetto.

Ó anjo imaterial! o sólido é corruptível, o verso é desencarnado! a consistência do amor, não é a textura da pele, nenhuma substância converte, anímico em animação! é o opaco, que de fato, é concreto, é muito além do métrico, a estética do inverso, do que me desfigura, e só a ti prefigura, esse meu insólito...tocar. Eis o vibrato atroz dos artigos possessivos! o ríspido silêncio é o artigo" indefinido" da alma craseada, crivada de vírgulas e grifos! E os intervalos retinem o vício, do inexpressivo! o vício do intangível, o intocado é a canção do alusivo, na diatônica da escala figurativa, o amor oscila, como o intervalo harmônico de uma muda sinfonia! cifras não decifram, os desarrazoados borrões, de paixões instáveis! por mais voláteis, ou inviáveis, toda volúpia, é volata abrupta, da possessão! e os agudos, são aguilhoadas, cravejam em disparada, o desespero da nota, que tenta percorrer a aorta, do coração! Se o vibrato do arco, transpassa o adágio, tanto mais a afonia, dos caracteres inflados, do vácuo, do incorporado! a clarividência se desprende da lógica, o corpo é ilusão de ótica! só segue a carótida, da obstinação! O artesão vê no gesso, não o frio relevo, mas o flexível sentimento, que modela a sua visão! A textura não é tradutora, é a intermediadora, entre tocar e sentir! Escrita é fêmea, tem estilete,florete e gineceu! nos braços de Morfeu, é ninfa carmim, em anáguas de cetim, parece sangrar em papel almaço, todo o estigma de seu ouriçado...subtender, ou será submeter?

Rosemere Melo Sanginetto.

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Pensador.com

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Todo poeta tem uma visão, artística da morte, real da vida, e fictícia do amor.

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Ó meu alaúde ,sou tua sílfide! o corpo é cítara, mas o coração é lápide! onde as palavras morrem, sepulcral sonata do inconjugável! lajotas poeirentas,jazigo de poemas, coração é o asilo das letras, que não formam sílabas! Metafísica? só o putrefato é fato, o que se exala em vida, é só a teoria do falho, e cacofonias oníricas! túmulo de sonoridades...

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Ambíguo não sou eu, e sim o jeito que você me vê! o eixo do ângulo, não faz a figura, só prefigura, o prumo, de uma concepção! Não retiro sua razão, cada qual tem um formato, que cabe perfeitamente, no retrato, do singular! mas se havemos de viver em plural, que tal, remover molduras pejorativas? o adorno mais lindo da dialética, é não atacar o sujeito, e sim entender o verbo...

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Leia-me os tons embaçados, há máculas que transpassam o vítreo, o lido, o sentido...oblíquo! discrepância? só há em edições editadas, e cópias plagiadas, de pessoas em branco! dai-me tinta e sulfite, e transcrevo os matizes, do incomum! Poupe-me de dedos analfabetos! decifra-me os contrastes,os arabescos, decifra-me os graves,os adereços, e a frequência subjetiva, de algoritmos subliminares! quem pode conter a alma em colchetes? em borrões de grafite, argila ou nanquim, há bem mais oralidades, que em belas molduras vazias, por isso não julgue pelo periférico! o amor é atópico, e o poema não o alcança com perfeição! Anjo disforme, "desloca-se como a chuva e retém o fogo nos punhos" a alma não usa uniformes, não vive de formalidades, precisa libertar-se de geometrias e do tópico, o despir-se é despedir-se do tátil! todos buscam um amor, que não caiba na palma da mão!