Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
Mal secreto (soneto) Se o vazio que sente, na saudade que mora No peito, e sufoca cada gesto recordado Cada olhar do passado, que a dor devora Pouco será a imensidão do vasto cerrado Pra que se possa ecoar tal tristura sonora A sensação que chora, e a lágrima da face Que escorre, e que chameja a toda hora Na recordação, sem que haja desenlace Se se pudesse, do ser a ventura recrear Da alma só felicidade então aí dimanar Tudo seria melhor neste amor inquieto Mas, está cólera que espuma, e jorra Da ausência, e a solidão que desforra Nos cala, e estampa um mal secreto... (2020, 01 de agosto)
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde