Pular para o conteúdo

Frase de Afonso Cardoso

⁠Natais de minha infância Lembro-me com saudades dos natais de minha infância, Das vésperas do grande Dia, a grande tolerância, Devagar passavam os dias, quase parecendo que iriam parar, Na cassa as preparações para a data mais linda do ano, o nascimento do Menino Jesus. Naquela época, era por Ele que eu esperava, Era Ele que, além de ser o maior dos Presentes, ainda nos trazia presentes, Era Ele o Motivo dos preparativos da festança, Quanta alegria e esperança no coração daquela criança! A véspera chegou. Era noite do dia vinte e quatro de vários e longínquos dezembros, Meus pais, felizes a cantar músicas natalinas, que até hoje me lembro, “Natal, Natal da crianças, Natal da noite de luz, Natal da estrela guia, Natal do Menino Jesus...” Quanta alegria havia em tão poucas palavras, no coração da criança que fui. Hoje, boas lembranças invadem minha mente, mesmo que aquelas pessoas que tanto amei aqui não mais estejam. Os presentes, que eram entregues somente no dia de Natal, não mais assim o serão. Os preparativos, ainda, fazem parte da família, mas somente por tradição. As crianças que hoje aguardam esse dia tão especial, não entendem o verdadeiro motivo dessa agitação. Mas eu, que hoje sou, daquelas mágicas noites um saudoso ancião, Não permito deixar morrer em mim tão lindas lembranças, de paz e esperança, Tento, com muito esforço, fazer que minhas netinhas saibam, um pouquinho que seja, Que o avô delas, um dia, também foi criança. A. Cardoso

Afonso Cardoso

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Afonso Cardoso

⁠Sou da noite Sou da noite que começa anunciada pelo gorjeio dos pássaros ao voltarem para seus ninhos, Dos aromas das flores noturnas a embreagar os transeuntes dos caminhos,
Continuar lendo

⁠Sou da noite Sou da noite que começa anunciada pelo gorjeio dos pássaros ao voltarem para seus ninhos, Dos aromas das flores noturnas a embreagar os transeuntes dos caminhos, Das corujas que escondidas em seus cantos, que espreitam suas presas pra fazerem o lanchinho, Do silêncio noturno mesmo com todos seus burburinhos, Do sono cansado de um dia trabalhado com muito afinco e carinho, Do aconchego do abraço da mulher amada cheio de charminho, Dos sonhos sonhados de uma noite bem aconchegado no ninho. Sou da noite, com tudo que ela pode me proporcionar e minha vida alegrar mesmo com tão pouquinho. A. Cardoso