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Frase de Dayse de Paula - Poetisa

FENÔMENO QUASE NATURAL Vinham três homens pela rua. - Olha! Uma estrela cadente! - Não é estrela não! - É sim! - Não é não! - E o que é então? - Opa! O chão tá tremendo! - Era uma estrela! - Era um avião! E o terceiro... - Bobagem! Foi uma estrela que bateu no avião, Que caiu no chão! Iam três ébrios pela rua... Pela calçada... Pela rua... Pela calçada...

Dayse de Paula - Poetisa

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Pensador.com

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Anúncio Procura-se alguém disposto a amar! Pode vir com o coração cansado
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Anúncio Procura-se alguém disposto a amar! Pode vir com o coração cansado Ou um pouco ferido, Só não pode estar preso ao passado. Pode ser até descrente, Do amor e da felicidade Mas que seja disposto e aberto As novidades.

O COCHEIRO E A CARRUAGEM Enlouquecida de amor e desespero Mergulhei numa cegueira raivosa
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O COCHEIRO E A CARRUAGEM Enlouquecida de amor e desespero Mergulhei numa cegueira raivosa Como cadela infectada. Os cavalos venceram o cocheiro E a carruagem se despedaçou no abismo. Vaguei perdida no espaço e no tempo Num mar de lembranças e culpa Sem bússola, sem sonhos, sem vida. Uma fera a beira da morte Implorando piedade ao caçador. Um cocheiro fraco, porém vivo Que sarou suas feridas uma a uma e Reconstruiu a carruagem com seus cacos. Depois de pensar em sua desgraça Decidiu que ele mesmo puxaria a carruagem.

CAFÉ Distraidamente percorri o contorno de um mundo Com poucas olhadas para dentro e para fora.
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CAFÉ Distraidamente percorri o contorno de um mundo Com poucas olhadas para dentro e para fora. Luzes acesas, olfatos abertos, ouvidos aguçados Encontrei a compreensão da alma desconhecida. Livro aberto com conteúdo fechado Fácil de ser lido, difícil de ser esquecido. Pessoa livre publicada no brilho do olhar. Num corpo inteiro de caçador, o desejo de ser caça. Ponto de partida transformado em ponto de chegada, Partindo da ótica do reencontro com o novo Descobrindo-se escada de acesso ao nada, Com a tranqüilidade de tomar uma xícara de café.

GAVETA Se eu por ti já não mais choro É que tua partida finalmente
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GAVETA Se eu por ti já não mais choro É que tua partida finalmente Virou fato consumado. Nada mais se pode alterar. Se a serenidade de meus dias Conseguem enganar os que me cercam É que resolvi esconder a revolta Na gaveta onde guardo as emoções. Aquela que um dia resolvestes abrir. Revirastes à minha revelia Lendo, relendo e brincando Com tudo o que não deverias. Assim, como já não choro, Reorganizei a velha gaveta E tranquei-a com chave. Aquela que jogastes fora.