Frase de Miriam Da Costa
Entre os files de Epstein, a lista de Vorcaro, os drones rasgando o céu do Oriente Médio, como pássaros de metal que desaprenderam a pousar, entre as balas perdidas, que no Rio sempre encontram um corpo, as fake news que se espalham nas redes sociais, como epidemias digitais, os escândalos, os feminicídios, os homicídios e os golpes que atravessam o Brasil e o mundo afora, como uma sucessão interminável de feridas abertas, eu permaneço. Permaneço aqui, entre a caneta e as páginas brancas. Como quem insiste em acender uma faísca no meio da tempestade... E vou consumindo versos entre a Serra da Tiririca, a Lagoa de Itaipu e o Oceano Atlântico, onde o verde ainda entoa a esperança e o vento ainda sabe pronunciar silêncio. Mas a verdade é outra! Não sou eu que consumo a poesia. É ela que lentamente me devora e nutre. ✍©️@MiriamDaCosta
No pensador.ai desde