Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Somos marionetas Somos marionetas submissas nas horas infinitas Que ardem nos lençóis sem entenderem a poesia Devaneios sem gestos cheios de delírios vagarosos O silêncio dorme nos livros já lidos no cesto do quarto Noites de insônia feitas em oração Em preces que se repetem Despertam uma utopia nos meus dias de calafrios Onde os gemidos escorrem nas paredes cheias de suspiros São noites despidas Naufragadas Embriagadas do néctar raro Lírios de beijos em flor suspirados no céu da tua macia boca vertigens poéticas dos teus fluidos que denotam o meu lago Descanso os minutos Das minhas horas no desassossego das palavras As grutas de fragas De pedras, do meu silêncio são a vertigem da poesia Marionetas submissas Nas horas infinitas nos lençóis sem entenderem a poesia!
No pensador.ai desde