Frase de João Francisco
Quem mandou Pelado agir está contando seu vil metal Desmatam e matam tudo. Já não tem mais peixe, a castanha acabou. João Francisco
No pensador.ai desde
Quem mandou Pelado agir está contando seu vil metal Desmatam e matam tudo. Já não tem mais peixe, a castanha acabou. João Francisco
No pensador.ai desde
Pra mim, tudo é um desafio que pode ser descoberto.
A pena que nos acompanha até o fim deve regressar ao início,para que o real aprendido possa ser lembrado.
Póstuma poesia Não encoste em mim, eu não vivo. Não mergulhe em mim, eu não existo
Póstuma poesia Não encoste em mim, eu não vivo. Não mergulhe em mim, eu não existo Não acredite em mim, eu minto Me deixe em paz, com minhas guerras Nas entranhas da minha alma, pulsa algo triste que não sei contar Você está longe demais para perceber Eles estão ali, vão pegar todo mundo Ande com cuidado, viver é triste e perigoso Cuidado com o que diz, eles te vigiam e controlam Cuidado com teu vizinho, ele te inveja O olho gordo dele é terçol, tenho água boricada. Todos têm medo, mas ninguém sabe, o que é, Não se assuste, eu não quero machucá-la. Mas preciso tirar seu ar, suas forças, sua alegria. No supermercado da vida estes artigos são luxuosos. Calma, não fique nervoso, sei o que você quer. Mas não tenho nada disso, sou avessa a esses luxos. Meu enfisema pulmonar, levou meu ar. A idade avançada levou minhas forças e alegria. Morreram todos à minha volta. Não tenho mais cigarros, nem posso tragá-los. Minha companheira é a solidão, Mantenha a calma, tenho cachaça na prateleira. Não me mate, a morte está à espreita. Não perca sua imunidade com coisa ruim. Não acelere o que tem seu tempo contado. Não encoste em mim eu não vivo. Não encoste em mim, eu não vivo Não mergulhe em mim, eu não existo Não acredite em mim, eu minto Me deixe em paz, com minhas guerras Por que não vai embora, não te suporto Esse ar é insuportavelmente frio. Essa dor é escandalosa, mas não me deixa. Se morrer eu volto, se morrer eu volto.
Pelado, não está só! Não foi você que descobriu o Brasil mas destruiu o país
Pelado, não está só! Não foi você que descobriu o Brasil mas destruiu o país Foi você que colocou o fel na nossa boca Você nos fez engasgar Não será você que vai nos ensinar Não será sua vida que vai nos pautar Como pode alguém acreditar em você aceitar suas desculpas e assentir que faça Saia daqui esta não é sua casa Este não é seu lugar, ladrão! De sonhos, de amor, de fantasia Que dor dilacerante olhar pra você Não, não finja que não sabe o que houve Não use o nosso tempo com essa embromação A hora do canto livre há de chegar e você não estará mais aí. Aliás nunca mais. Tudo está fora de lugar, não se encontra ninguém Roubaram o oxigênio, asfixiaram nossas gargantas Cadê Bruno, cadê Dom, Chico Mendes, Irmã Dorothy Marielle Franco, Anderson Gomes Cadê George Floyd, Genivaldo de Jesus, João Alberto Kathlen Romeu, e mais quantos que viraram fumaça As mãos de sangue, o cacetete, os joelhos, a câmara de gás lacrimogênio, a esganadura. Os olhos vermelhos, a vingança tardia o luto, a dor, a raiva contra a covardia Tombarão sim, ainda que tarde, tombarão todos aqueles que nos fizeram mal. Tombarão! João Francisco