Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
A promessa e o ponto final No começo, o mundo era um sim. Um sim com emojis, respostas rápidas e uma sede de futuro tão doce que até o tempo queria parar pra assistir. Vendia-se o amor a prazo, com entrada emocional e juros de reciprocidade. Falava-se em planos, como quem monta uma casa antes de saber se o terreno é firme. E eu, ingênuo comprador de ilusões, assinei com o coração. Mas veio o silêncio. Não o poético, o denso, mas o silêncio burocrático das desculpas, dos "hoje não", dos "tá corrido", dos "não posso nem no primeiro encontro". E eu pensei: como é possível construir castelos sem ao menos visitar o terreno? Era indisponível. Mas isso, só depois. Depois da propaganda afetiva, de um trailer bonito de nós dois que nunca virou filme. Fiquei com os créditos e nenhuma história. No fim, não houve começo. Houve só vontade vendida sem entrega. E eu aprendi: há quem diga "vamos", mas vive parado no "não posso".
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde