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Frase de Augusto Galia Fernandes

⁠Decrepitude Os meus flagícios são inumeráveis. Encontro-me e estou perdido. De resto, sou sempre outro. Tenho imaginações acriançadas. Sendo o mestre em tapeações. Bebo o veneno cálido das flores. Feridas das minhas ignaras pretensões. A prova de que sou inerte. O espírito advém da misantropia adiafórica à minha senilidade. A minha alma possui cem anos. Homens, a vós que despedacei os corações; Unam-vos e comemorem a minha condenação eterna! Corações despedaçados! Julguemos juntos às estranhezas da natureza humana. Cicatrizes distintas das feridas deslocam-se em injúrias. O espírito resplandece do Averno matutino. Cala-te! Digo aos meus ignaros pensamentos. Findam-se as falsas crenças na ilusória sapiência emérita. Gritos trifásicos aos septívocos ouvidos fatigados. Sepulto em meu coração os pensamentos ignaros. Cem anos de inglória existência e não me compreendo. Tolices da libertinagem eterna! Sobejas vencidas da minha carne jazem aos funéreos sepulcros canibais. Devoram-me os cavalos de Diomedes. Demônios me libertem! Não devorem um corpo que jamais os pertenceu. Se a carne é do espírito, o meu, encontra-se infecto em prantos deíficos. Foi preciso navegar dentro do próprio sangue! Consumir-me dentro de minhas crateras vulcânicas vitais. Mergulhei em lágrimas que me são desconhecidas. Afrontei o desconhecido, presenciei todas as ilações e todas as crenças. Conheci os ensangüentados mares da vida! Cujos prazeres maiores eu descobri ao término da longínqua travessia. Com o meu peito na escarpa repleta de anjos! Construí festins comemorativos às visões que fiz. Estranhos corroam-me com esmeraldas e ouro maciço. Protejo as vossas frontes de possíveis idéias colossais. Danças, gritos, bailes ilusórios! Perpetuo em meu inquieto leito de perguntas sobrenaturais. Provinda da minha funesta amálgama craniana. Perverto a imagem agradável dos prados! Venturas únicas de frutos fantasmagóricos, Visões profanadas, insistentes na falsidade do real. Paisagens sempre afáveis aos olhares humanos. Façamos todas as perguntas imagináveis. São inumeráveis as respostas da existência. Eternas dádivas compreendidas unicamente pelos visionários. Se há na vida limites, só na morte a ultrapassagem é permitida. Incoerências às minhas próprias palavras! Concepções fluentes e absurdamente improváveis. Os pensamentos não mais caminham na mesma direção. Eis a formação do contraditório. A dúvida inicia o pacto sangrento com o espírito interrogatório. Os ritmos não são os mesmos, toda época tem um ritmo. Por sorte não nasci na época certa. Que ritmos possuem a alma de um homem que se mutila em próprios ideais? Às perguntas são inumeráveis! Sou um infeliz viajante com alma funesta. - Perguntas, perguntas, elas são infindas! Hiulco o meu espírito e não se há ninguém para confortá-lo.

Augusto Galia Fernandes

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Pensador.com

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⁠Soneto das Recordações Imaginárias Nas festas só de memórias imaginadas, Vivo eu, limitado em existencialismo.
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⁠Soneto das Recordações Imaginárias Nas festas só de memórias imaginadas, Vivo eu, limitado em existencialismo. Caprichos meus, fantasias aladas, Loucura e ingenuidade em abismo. Serpente sou, em harpas melódicas tocadas, Nobiliárquico em desgraças, sem otimismo. Das sensações humanas, já fatigadas, Nas veredas antigas, encontro o cinismo. Meus deuses, iníquos, tecem a fábula da vida, Onde cada ato é farsa, cada dor é conhecida, E a verdade se esconde, velada e esquecida. Em minha alma, ecoam vozes, perdidas, Nesse palco de sonhos, onde a fé é partida, Sou espectro vagando, em jornadas extintas.

⁠Ecos do Inexplorado Sob olhares desconfiados, somos julgados, Em um mundo onde as mentes são mares inexplorados.
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⁠Ecos do Inexplorado Sob olhares desconfiados, somos julgados, Em um mundo onde as mentes são mares inexplorados. Nas ondas do desconhecido, navegamos sozinhos, Nossas vozes, ecos distantes, em caminhos sem vizinhos. Nas profundezas do ser, onde os sensores traçam, Linhas e ondas, mapa de uma alma que não se encaixa, Cada pico, cada vale, um universo a desvendar, Nas sinfonias elétricas de histórias a contar. E na busca por alívio, na química encontramos abrigo, Quietados numa chave misteriosa, portas do desconhecido. Em cada molécula, uma promessa, um novo amanhecer, Um convite para a mente, suavemente, se entender. No silêncio das tempestades, a fumaça sussurra calmaria, Como um bálsamo suave, trazendo paz ao dia. Nas correntes do sentir, um elixir para a dor, Um toque gentil, um caminho para o amor. Somos viajantes de um cosmos vasto e singular, Cada estrela, uma história, em um céu a brilhar. No espectro singular, cada luz, uma cor, Cada vida, uma poesia, um eterno explorador.

⁠Soneto da Existência Dicotômica No rastro da vida, um dilema se esconde, Por ouro e por sombra, em dúvida me perco.
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⁠Soneto da Existência Dicotômica No rastro da vida, um dilema se esconde, Por ouro e por sombra, em dúvida me perco. Nas curvas do ser, o destino que arremesso, Vale a pena o viver, ou é fardo que responde? Verdades se ocultam em fé não contida, Na pressa da vida, a eterna busca insana, Cada curva, um desafio, na estrada que emana, Onde a mente batalha, na jornada sofrida. Mas na sinfonia da vida, um regente persiste, Talento e decência, em harmonia tão rara, Na dualidade do ser, a escolha declara, Na ética e na luta, o caráter insiste. E ao final, na busca incessante do ser, Nos versos da vida, a essência revela: Na força do sonho, a alma anseia e apela, Por um mundo que, em dualidades, devemos percorrer.

⁠Universo Introspectivo Dentro de mim, há mais do que o olhar alcança, Sou um Mar profundo de pensamentos, em tempestades de emoção,
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⁠Universo Introspectivo Dentro de mim, há mais do que o olhar alcança, Sou um Mar profundo de pensamentos, em tempestades de emoção, Navego por esses mares, como estrelas guias, Que brilham como a luz da introspecção. Ah, essas noites longas, em que me debruço sobre mim, Onde o silêncio fala mais alto do que qualquer grito, Descubro nas sombras que me cercam, Ecos do meu eu antigo, sussurros de um destino esquecido. Nessas horas, o mundo externo adormece, Torna-se mero espectador de um drama íntimo, Onde eu sou o ator e a plateia, mas sem diretor e a crítica, Em um teatro onde cada pensamento é um ato e cada suspiro, uma cena. E nesse palco, luz e sombra dançam, Entrelaçam-se em um abraço de revelação, A cada movimento, um mistério recôndito surge, Numa coreografia de descobertas e transformações. Em mim, o universo se expande, Sou uma galáxia de possibilidades em um sistema solar de sonhos, Cujo os pensamentos, tal qual um cometa errante, Perdem-se em sentimentos em sua própria órbita. E assim, nessa dança universal, Encontro a verdadeira essência da existência, Não no mundo lá fora, mas no universo aqui dentro, Na revelação interior, onde cada estrela é um pedaço do meu ser.