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Frase de Maria Riber

⁠Um simples ponto. Pequeno, quase imperceptível, mas com a força de quem encerra. Encerrar não é apagar; é colocar o ponto exato onde a frase cumpriu seu papel. E talvez, por isso mesmo, o fim de uma fase nunca seja apenas um fim. É a pausa antes da próxima linha. Hoje, concluo o parágrafo chamado "ensino médio". Guardo entre suas linhas três anos que me transformaram. Neles, fui vírgula, reticência, até mesmo travessão. Mudei de tom, troquei de pele, aprendi a silenciar e a falar. Conheci gente que virou parte do meu vocabulário afetivo, professores que riscaram certezas e reescreveram caminhos. Sou grata. Pelas mudanças que me incomodaram, mas me prepararam. Pelas frases difíceis que quase não consegui terminar, mas terminei. Pelos capítulos que doeram e, mesmo assim, me ensinaram a não desistir da história. Agora, com o coração calmo e os olhos acesos, inicio o parágrafo seguinte. Título provisório: faculdade. E quem sabe onde essa nova narrativa me leve? Mas se há algo que aprendi com os pontos finais, é que o adeus nunca é ausência, é memória que permanece entre as páginas. E essa parte de mim que agora se despede ficará para sempre guardada. Com saudade, com ternura, e com um ponto final que não apaga, mas ilumina o que vem depois. Dez - 2021

Maria Riber

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Pensador.com

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⁠Como posso te amar? Não posso. Mas amo?
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⁠Como posso te amar? Não posso. Mas amo? Acho que não. Espero que não. Não é medo, é incerteza. Compatibilidade de almas, incompatibilidade de corpos. Não é uma miragem vivida, é apenas uma realidade estendida— como se o tempo fosse o mesmo para nós. Mas não é. Há uma vida de distância. Talvez mais do que uma. O que devo fazer em meio a essa realidade assustadora? Nunca cheguei nessa parte. Não sei ao certo pelo que me apaixonei, se é que me apaixonei. Seria seu riso doce, seu olhar de abrigo, seu tom de intimidade, sua escuta ativa? Talvez eu tenha me apaixonado pela forma como me vi pelos teus olhos— como se meu coração pudesse bater e, pela primeira vez, não houvesse nada de errado nisso. Mesmo que não seja platônico, preciso que seja! Preciso ser como a Branca de Neve, mas sem o príncipe. Que ele nunca me beije. Que eu nunca acorde. Que isso fique aqui, onde é seguro: dentro do meu próprio sonho.

⁠É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, se…
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⁠É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, sem rumo, esperando ser salvo por um navio ou morrer afogado. Mas, aos poucos, o vazio dá lugar a um peso no peito, um aperto que esmaga, sufoca e se confunde com culpa. Afinal, o inimigo está mais próximo do que se imagina, ou melhor, basta olhar o espelho para enxerga-lo. Não porque quero, mas porque não posso escapar. Ele é uma versão de mim, mas que não desejo que seja eu. Tanto esforço para nada. Cada passo dado parece apenas um ciclo se repetindo, um esforço inútil contra algo invisível. A fraqueza se instala, não no corpo, mas na alma. A incapacidade de viver plenamente se arrasta como um eco constante, um lembrete cruel de todas as falhas. Não porque não tentou, mas porque o nível de estoicismo não é suficiente. O medo de se perder de novo é pior do que qualquer queda. Porque se perder significa voltar para aquele lugar onde o silêncio ensurdece, onde os próprios pensamentos não calam a boca, te puxando para baixo como areia movediça em um deserto de areia infinita. E a única opção que resta é seguir em frente—não porque há esperança, mas porque ficar parado dói ainda mais. Seguir sem saber se há um destino. Apenas seguir.

⁠Corra, liberte-se. Pois o hoje é o doce e puro presente, mas o amanhã é incerto. O hoje depende de tu e o amanhã da vontade do Universo. Os sentimentos do verde e do vermelho regem este lugar, mas somente Deus rege o tempo, somente a dor fica guardada no pensamento, e a vontade…
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⁠Corra, liberte-se. Pois o hoje é o doce e puro presente, mas o amanhã é incerto. O hoje depende de tu e o amanhã da vontade do Universo. Os sentimentos do verde e do vermelho regem este lugar, mas somente Deus rege o tempo, somente a dor fica guardada no pensamento, e a vontade sozinha nada mais é do que sombria ilusão. A vida. O tempo. A dor. O relativo que não pode ser controlado, mas precisa ser apreciado e sentido o devido proveito. O momento que só pode marcar o verdadeiro presente. E a força de vontade que iluminam o mais forte possível, a mente.

⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimen…
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⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimento. Adoro o jeito como respeita os limites que impus, sem questionar, sem insistir. Talvez, em uma realidade paralela — um mundo onde nossos costumes, valores e desejos coincidissem —talvez ali fosse possível. Outra época, outra vida. Pena que nunca aconteceu. Quem dera se acontecesse. Adoro sua alma, sua energia, sua luz. Amo você. Mas amor não se resume a tudo. Pena que não somos almas gêmeas romanticamente falando. Mas, para mim, sua amizade basta.