Frase de Ubiatá Meireles
Saudades da Terra Natal No lombo cansado do vento errante, Segue o violeiro, eterno viajante. Nos dedos a mágoa, na alma o trovão, O violão chora em triste canção. As cordas sussurram memórias antigas, Das tardes douradas e vozes amigas. Da praça pequena, do rio ao luar, E do cheiro da terra ao sol descansar. Estradas compridas em poeira e nada, Levando distante a saudade calada. Mas o som do violão insiste em dizer: “Volta, violeiro, ao teu renascer.” A lua que brilha no céu do sertão Não é como aquela da sua canção. O frio da noite, o calor do sonhar, Tudo conspira pra o peito apertar. E assim ele segue, sozinho a tocar, Com a alma perdida, tentando encontrar No eco da música, na brisa que vem, Um pouco da terra que o faz refém. Ó doce morada, que o tempo guardou, Espera teu filho, que nunca te olvidou. Pois na melodia que o vento conduz, A saudade é a chama que ao lar o reluz.
No pensador.ai desde