Frase de Sueli de Souza Pinto
INQUIETUDES Sei muito bem o que quero, e o que não quero também, barco, se útil, não navega sem destino. Assim, é preciso inflar as velas. Insípido, insosso, todo o dia em que não se rende graças à alegria. Desprovida de supérfluos, acho a vida muito séria para se passar sem dar ouvidos ao que dentro de nós grita. Dou-me ouvidos, talvez por isso, chove de vez em quando em demasia. Meu espírito afogado pede mil bocas pro seu respirar sôfrego, descabido. Preciso dele para todo o sempre, só ele me pertence inteiramente. A sujeição eu abomino, e mordo as rédeas com fúria de não poder sozinha. Povoam minha mente multidões inquietas, mas não não consigo manter minha cabeça de avestruz enfiada na areia. (suelidesouzapinto (11/10/2012)
No pensador.ai desde