Frase de Luis Barreira
Dias de chuva Chovia… Abrigo na memória uma janela entreaberta, o latido das gotas caídas, seduzidas por letras cantaroladas nas pontas dos dedos. Chovia... Nesses dias pardos que ainda trago na boca... Abri uma gaveta de infância — e não havia nada, nada que me fizesse lembrar a faceta de transgressor. Chovia... Desejos esses, habitados em ímpetos silêncios, de vaga mundos — sem sair do regaço da minha mãe. Chovia... Vertiam-se aqueles beijos em dia de branco chumbo, dados com amor e paixão, como a auga escorrida, ecoando melodias no meu coração chovia, mãe chovia chovia chovia
No pensador.ai desde