Frase de João Felinto Neto
Apenas um deles Se me tomarem por sombra De uma porta entreaberta... Meus olhos espreitam as velas Do morto sendo velado. De todos, menos culpado, Pois já não creio na espera Além do corpo enterrado. Se me tomarem por sábio Que do saber observa... Do pasto, a mesma erva Que alimenta o gado; O verme no chão molhado Que se oculta na terra, Na cova do sepultado. Se me tomarem por cama De um bêbado adormecido... Na esperança do esquecido De jamais ser encontrado. Como um braço amputado, Sou o membro invisível Que deseja ser lembrado. Se me tomarem por único, Serei apenas um deles.
No pensador.ai desde