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Frase de Rafaela Dutra.

Cala-te vício! Oh vício! Não gostava de guardar nada que lhe trouxesse miseráveis lembranças. Ela odiava abrir caixas do passado e encontrar rosas perfumadas e vagabundas por sinal. Além de espirrar feito doida, sentia náuseas. Só não sabia se era advindo da poeira ou da própria nostalgia abatedora. Costumava por fogo, literalmente em tudo. Até em sua pele. Mas isso não dependia dela... E sim de quem “acendia”. Entre um pesar e outro, lamentava-se sempre da vida, mas não angariava motivos. Então concluía que reclamava por não ter mesmo o que fazer. Costume. Metade mulher. Outra metade: também. Oh vício! Não tomava café. Mas fumava. Fazia amor pela manhã. Vivia do mesmo se pudesse. Encontrava todos os dias “o homem de sua vida” e morria por cada um ao entardecer. Não sabia o que era alternatividade. Não gostava de pessoas estranhas, descompassadas, complicadas, amedrontadas, apáticas e pseudo-recalcadas. Não! Preferia morte a ter que suportar tais tipos. Mas sempre atraía aos montes as mais diferentes e variadas formas humanas. Todas com fardos bem maiores que o seu. Ajudava, pois, sempre a carregar. Oh vício! Amava a luxúria. A cultivava nos jardins de sua casa. E não tinha vergonha nenhuma. Pelo contrário, orgulhava-se. As unhas vermelhas feito sangue, prolixa por natureza e com os passos largos. Tinha afobação, a vida não esperava ninguém. Entre os gostos e disparos, via a sua facilidade em ser "várias mulheres", cada uma com algo em destaque. Não se fazia única nunca. A não ser para quem realmente merecesse. Mas logo amanhecia e seus vícios... Bem, seus vícios assim repousavam e cresciam. Eles não tinham nenhuma pressa ao contrário dela, mesmo porque amanhã era outro dia. Dia de começar tudo outra vez. Oh vício!

Rafaela Dutra.

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Rafaela Dutra.

Confesso. Confesso: perderia meus dias por você. Sentiria vontades sem me preocupar com o “mundo lá fora”; o chamaria sempre pelo mesmo nome, ainda que eu não o conhecesse. O desejaria por dias, meses, anos quem sabe. Confesso: o amaria e entregaria a minha vida em suas mãos. Pr…
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Confesso. Confesso: perderia meus dias por você. Sentiria vontades sem me preocupar com o “mundo lá fora”; o chamaria sempre pelo mesmo nome, ainda que eu não o conhecesse. O desejaria por dias, meses, anos quem sabe. Confesso: o amaria e entregaria a minha vida em suas mãos. Promessas ao vento, palavras ao chão. Não colocaria uma só “vírgula” em seus ditames; seria impossível tê-lo como "anfitrião." Confesso: perderia meus dias por você. Sem qualquer arrependimento. Sem qualquer restrição. ........................... Ainda que fosse... E ainda que me julgasse... Sentiria saudades, mesmo estando ao seu lado.

Dois segundos. E não há como não querer. Foram apenas dois segundos que completaram o silêncio do coração e se deu conta: é ele.
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Dois segundos. E não há como não querer. Foram apenas dois segundos que completaram o silêncio do coração e se deu conta: é ele. São caminhos contínuos; planos infindáveis; noites de sono com segredos juntos ao travesseiro. E assim fica como eterno... Cada momento; ainda que seja ínfimo. Para ela, as promessas são grafadas. E os pecados cometidos na ânsia do ser. Ainda que não o tenha, o imagina. .................... E ainda que não existisse, o inventaria.

Daughter. “Uma nova vida.” Sim, se fez nova. E todos os dias eu agradeço. Não somos os melhores amigos, não somos os mais certos... Não conversamos todos os dias. Brigamos por vezes, muitas vezes... É difícil entender suas manias, seus medos e confusões. Mas sempre me perco “no…
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Daughter. “Uma nova vida.” Sim, se fez nova. E todos os dias eu agradeço. Não somos os melhores amigos, não somos os mais certos... Não conversamos todos os dias. Brigamos por vezes, muitas vezes... É difícil entender suas manias, seus medos e confusões. Mas sempre me perco “no vazio” que fica por aqui quando ele “parte”. Pensamentos opostos e situações cômicas em demasiado. Esse é o nosso cotidiano. Não gosto de seus conselhos e atribuições. “Você não faz nada que presta”, mas não consigo pensar ou falar dele sem chorar. No fatídico dia, eu tinha a plena convicção de que mais uns 50 anos seriam perpetuados naqueles corredores brancos. E assim se fez. Hoje somos outros... Somos aqueles que eu sempre sonhei. Ainda temos as desavenças, que eu sei que nunca se acabarão. Mas no meu íntimo, hoje sou tranqüila; o entendo de uma outra forma, não mais como filha... E sim como parte de sua existência. (Ao meu Pai, pela sua vida... Que se fez nova.)

Ame como um todo. Eu te amo e sentir-se amado. Eis a questão, como diria um dos meus preferidos: Jabor. Falar é completamente fácil; difícil é fazer com que esses dois sentimentos tornem-se "verdadeiramente verdadeiros". Eu te amo hoje está banalizado, aliás, nós mesmos deturpam…
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Ame como um todo. Eu te amo e sentir-se amado. Eis a questão, como diria um dos meus preferidos: Jabor. Falar é completamente fácil; difícil é fazer com que esses dois sentimentos tornem-se "verdadeiramente verdadeiros". Eu te amo hoje está banalizado, aliás, nós mesmos deturpamos o "eu sei que vou te amar". Cansei de ver ver várias "palhaçadas" em minha frente, cansei também em ser até protagonista de muitas delas... E digo somente uma coisa: descobri que um simples eu te amo, vai muito mais além do que pensamos. Não é somente escrever no cartão de dia dos namorados e alguns dias depois, praticar atos que não condizem com o que foi expresso. Não é ir dormir e virar para o lado e falar: "Boa noite, eu te amo". Não, não... É muito mais que isso. São palavras; diria que basicamente além delas, são os gestos que "gritam" o eu te amo em nosso cotidiano. E sentir-se amado?! Ainda é muito mais forte, acredito. Mais significativo, mais intenso, enfim mais "tudo". Porque esse sentimento não costuma a nos enganar, entende? Ou você se sente como tal ou não. Aí é que mora o perigo, pois muitas vezes estamos vendo que não somos amados e mesmo assim, continuamos de "olhos fechados", por conveniência. (leia-se medo... Sim! Temos medo de encarar a realidade!) Ah ledo engano, ah doce ilusão. Não existe meio termo para isso; você consegue dizer "eu te amo" pela metade, "entre linhas"? Você consegue amar "um pouquinho" – "Fulano, bom eu amo mais ou menos ele". Poupe-me, mas isso não existe... E se alguém é capaz dessa proeza, por favor, bata aqui na porta de minha casa e me ensina a ser "mais ou menos". Entre esses dois mundos magnânimos, há mais diferenças as quais podemos mencionar quiçá imaginar. Eu aqui, digo por mim... Que costumo fazer dos meus amores 100% ou 0% . É uma questão de escolha, como tudo na vida. Seja inteiro. Por mais que isso lhe custe "vidas", nunca deixe de amar como um todo; esse negócio de "morno" é coisa para gente "fraca de coração".