Frase de Carlos de Castro
TANTA PAZ DEITADA FORA E eu tanto queria tê-la Absorvê-la Como moribundo Das dores do coração Senti-la como divina graça Como luz rápida que passa No instantâneo Naquela desintoxicação De a sentir ao bebê-la Nesta taça de emoção Ainda que momentâneo. Escorre a paz em sangue esvaída Nas sarjetas Da vida Com os dejetos que expelem fedegosos Os poderosos Pelas bocas e rabos proxenetas. Tanta paz deitada fora Pura e tão cristalina E eu tanto queria tê-la Agora Neste coração de má-sina. (Carlos de Castro, In S. Pedro de Aldriz, 30-06-2022)
No pensador.ai desde