Frase de Ricardo Melo .
Inocência Nas narinas da imaginação... Ela sente o cheiro da inocência.... O vento vai soprando e rasgando o véu... Aflorando a inspiração... Oh inocência perdida.... Viola açoita.... Que ecoa no sertão.... Saudoso é o nacer do dia... Que mexe com o coração de um peão... As cordas vão tinindo... Com a melodia no refrão... Objeto de pinho... Envernizado por um chorão... Ahoooo , trem maluco... A gaita chia ,no alto do espigão..... Vai vocalista da garganta afinada... Desenrola livremente... No dó-ré-mi.... Sou eu que vou no batente.... Não uso dedeira... As unhas até se ferem.... Formando a canção... Na frase ainda virgem... Flores se desmaiam com seu odor... Livres , leve e soltas... Que batem no peito do poeta.... Nas manhãs tropicais... Que atiçam o cantar dos pardais... Tico-tico no serrado... Voa triste e rasteiro no quintal... Outros pássaros aparecem.... Querendo ouvir a afoita melodia... O braço do instrumento... Inverga mais não quebra... Aperelho bem afinado... Poesia ilustrada... Sem intervalo vai gemendo... Na mente do cantor... O que não falta... É um verso que sustenta.... E aqui... Aguenta só quem pode... Nesse verso arrumado... Inocência misturada.... Na orquestra improvisada.... Autor:Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde