Frase de johanajuliamendes_1128659
Encruzilhada Afrodite fica em dúvida, entre o lenhador e o rei. Entre o homem da madeira e a divindade do vulcão. Entre o que constrói lentamente e o que explode quente. Ela fica contente, e contida do não saber, na dúvida da escolha. Querendo amar os dois, e sem saber se pode. Ela se sente humana e não mais Deusa. E nesse momento, de tormento e escolha, fecha a rolha da Ambrósia e adentra inteira a encruzilhada. Roga e pede a grande mãe, sabedoria e pudor. Mas, sua alma é de torpor, furor, calor, amor. Inteiro e verdadeiro. Pulsante, sedutor. Ela quer ir tal qual o vento, tal qual nuvem, alada, fazer ninho em dois corações. E tornar o lenhador um rei e o rei, um lenhador. Tornar os dois inteiros e seus, amantes, diamantes, sacerdotes e machos. Mas ela ama e tem medo, de magoar algum. Porque sabe, embora sem entender, que não pode ser dividida. E por que não?! Dividida, divindade, de verdade! Correr em veias de dois corpos ao mesmo tempo, era só o que ela queria... Pulsar dois corações! Duas orações, que chegam a ela juntas, no éter, em duas canções, lhe pedindo amor e ela quer dar e tem para oferecer, mas, parece que no mundo real tudo é tão difícil... Talvez o Deus a dividisse, mas e o lenhador...?! E, como essa dúvida gera dor, ela faz sua mala e volta para o Olimpo. Sozinha. Natasha Treuffar
No pensador.ai desde