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Frase de Gabrielle Torok

Eu me lembro... Da última vez em que não fui escolhida e doeu, Da última vez em que o orgulho vestiu minha voz, Lembro da última vez em que uma atitude me feriu e eu procurei convencer alguém a maneira certa de agir mesmo a pessoa não demostrando tanto interesse em assim fazer. Lembro da última vez em que lutei para ser compreendida, como se o entendimento pudesse ser arrancado pela insistência. Lembro da última vez em que ergui a voz, acreditando que o volume faria justiça ao que o coração sentia. Lembro da última vez em que tentei provar o meu valor, como se ele dependesse do olhar de quem nunca soube enxergá-lo, E sabe porque me lembro de todas essas últimas vezes? Porque elas aconteceram e veio um choque de realidade junto, uma total clareza interna. E esse choque, foi o marco para nunca mais acontecer novamente. Há dores que apenas machucam, e Outras que esculpem, Foi no atrito dessas quedas que Deus foi desmontando, uma a uma, as versões de mim que sobreviviam pela reação. Hoje já não preciso correr atrás para ser escolhida, nem convencer para ser compreendida, nem gritar para existir. QUEBREI O CICLO. E talvez esse seja o milagre mais silencioso: perceber que a maior vitória não foi mudar o coração ou as atitudes de alguém, mas permitir que o meu coração fosse transformado. Porque há libertações que não chegam quando as circunstâncias mudam, Elas chegam quando a alma aprende que paz vale mais do que razão, e que quem conhece o próprio valor já não implora por lugares que não é bem recebido.

Gabrielle Torok

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Quem não muda, desconfia de quem mudou. pessoas usam o passado dos outros como lente rápida porque dá menos trabalho do que reconhecer a mudança real... Quem te conheceu antes tende a congelar sua imagem, mas isso não te define em nada, segue em frente. Quem não quer enxergar qu…
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Quem não muda, desconfia de quem mudou. pessoas usam o passado dos outros como lente rápida porque dá menos trabalho do que reconhecer a mudança real... Quem te conheceu antes tende a congelar sua imagem, mas isso não te define em nada, segue em frente. Quem não quer enxergar quem você é agora, não merece ter essa sua versão, não faz parte da sua caminhada!

A herança crua de um toque que corta sem lâmina, instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa. Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo,
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A herança crua de um toque que corta sem lâmina, instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa. Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo, pressão travestida de cuidado, silêncio pesado chamado de paz. E então derrama, em gotas quase invisíveis, aquela mesma ferrugem que um dia bebeu. Inteiros são partidos em estilhaços mansos, feridas plantadas como quem oferece flores tortas, e quem recebe nem sempre entende, só sente o desalinho. Mas pra quem carrega, é lógica, é caminho, é o único idioma que respira. Até que um instante rasga o véu do costume, um espelho sem anestesia, um cansaço que grita baixo. E vê. Não era amor, era eco. Não era cuidado era defesa com gosto antigo. E no susto da lucidez, começa o desvio do próprio rastro: mão contida antes do corte, palavra filtrada antes da queda, impulso domado na beira do abismo cotidiano. Troca-se a migalha densa do caos por gestos ainda frágeis de inteireza. E onde antes rastejava a repetição cega, ergue-se, hesitante, um novo jeito de existir que não fere pra sentir.