Frase de Miriam Da Costa
Cansada deste mundo que mastiga inocências e cospe barbaridades, venho ao teu corpo líquido confessar meus sonhos como quem derrama vinho num altar de sal... Tu falas de dentro das entranhas abissais, voz grave, útero e túmulo, e eu me desarmo... Não quero respostas. Não quero lógica. Quero apenas a tua língua de espuma lavando minhas certezas e incertezas... Fico imóvel, olhos cravados no teu infinito móvel, e minha alma, aberta como ferida salgada, transborda versos que ardem... Há promessas que queimam. Há mensagens que açoitam. Há calmarias que mentem. Essa ausência é faca enterrada na areia e essa distância é maré que não pede licença... O vento me atravessa, eu o abraço, eu beijo o ir e vir das ondas nesse meu verbo na carne da maresia, e parto... Mas quem parte quando o mar já aprendeu o teu nome? Eu te deixo, sem nunca te deixar e carrego o Oceano na curva do meu peito. ✍©️@MiriamDaCosta
No pensador.ai desde