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Frase de Natali Azevedo

De um Pai ao vosso filho Para onde estiveste olhando todos estes anos? Pobre criança, o que fizeram com o seu coração, olhaste sempre para baixo e para aparência superficial e tola dos outros, mais tolos do que ti. Ó, eu que estive sempre no alto e sonhei a vida poética. Nos campos não deitaste mais teu corpo para sentir o sol a te queimar. Os corações tão solitários e tristes, e tão ocos, a se quer reparar. E as estrelas, sempre tão apressados, nem reparam no quanto elas gostariam de ser como vós. Fora da Terra tudo é frio e pouco, muito menos do que cabe em vosso olhar. Veja, eu sou como vós, eu serei sempre pouco. Fiz de tudo para alegra-te, mas eu falhei. Minhas mãos sangraram oceanos inteiros, enquanto eu esculpia as árvores e colava os trigos nos campos. A neve é só o que restou de mim. Amigos, nós sempre sermos pouco. Falhamos por confiar um nos outros, sempre, sempre... eu achei que entenderiam, mas nem mesmo eu entendo o que aconteceu.... Para onde vai a vida, tão sem tempo, para onde vai o tempo, tão sem vida... E hoje, eu também cansado e triste, eu penso que deveria perdoar, assim como vós, primeiro a mim mesmo; e depois, aos que não me compreendem. Eu sonhei com o amor, eu sonhei como um artista chora e sofre por algo além do vazio ao qual a essência não se encaixa, mas pertence. Nesta noite, quando clamarem o meu nome, lembrem-se que somos iguais e eu também fracassei. Tenham piedade de mim e do meu cansaço, já não posso morrer agora que vivem. Vê aquele homem tão jovem e belo pregado em uma cruz? Foram os artistas que o fizeram... As feridas são todas internas, e a cruz, a exaustidão. É o preço que pagam os apaixonados, atravessando a dor em nome da obra, e por isso eles me compreendem. Antes de partir, por favor me ame, pelo sopro do meu beijo, frio em tua face, eu digo que nos pertencemos e na beleza eu quero ser reconhecido. Tende piedade de mim, quando o céu chamar teus olhos na direção da minha casa fria, olha bem para as cores do céu e para os pássaros que sobrevivem, e ainda que teu coração esteja devastado pelo vaco que nos difunde, saiba que tentei... Com amor, para sempre Deus

Natali Azevedo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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QUE O AMOR Que o amor seja paciente e jamais aprisione, Que seja terno, doce e sutil, Que seja amigo, companheiro e leal. Que o amor seja gostoso como deve ser E que não seja nada que ele não é. Que o amor conquiste aos poucos bem devagarzinho Que seja sábio e verdadeiro para conquistar sem jamais possuir Que o amor nunca peça para o outro ficar se ele não quiser, Que não se confunda com carência, ciúme, egoísmo ou medo da solidão, Nem justifique nada de ruim que aconteça no mundo. Que nunca obriguemos o amor a amar Que o amor que sentimos se transforme na felicidade de outro alguém Que seja prazeroso e divertido, caso contrário, que não se chame de amor. Que não se chame de amor achar que o outro é perfeito, Ou se achar perfeito para o outro. Que não se chame de amor privar o outro das coisas que o fazem feliz, Que não se chame de amor se privar da própria felicidade na tentativa de fazer o outro feliz. Que não se chame de amor desistir de si mesmo, só porque o outro nos conforta da nossa própria ausência. Que o amor não busque no outro o que falta em nós. Que ofereça ao outro o que de melhor sobra em nós. Que o amor sempre sobre, mesmo que sobre sozinho. Que o amor sempre convide, nunca obrigue. Que quando acabar, o amor encontre a porta aberta para ir embora Que quando renascer, encontre novas portas abertas para voltar, E que quando as portas estiverem fechadas O amor entenda e não tente pular a janela, Pois, as portas certas estarão sempre abertas.

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Tempo, aonde vai Com tanta pressa? E essas pessoas Que com você leva? E os sonhos? E a beleza? E tudo? Tempo, me disseram que você curava tudo! Onde estão meus amigos? E meu futuro Prometido? E meu corpo Esculpido? Porque levaste contigo? E meus poemas nunca lidos, Meus passos Sempre perdidos? Não há placas, Nem direção... Não há como te dar a mão. Vai embora tempo, Tudo é vão.